Jasar Nobre

Arte com história

Recentemente tive o enorme prazer de me deparar com a obra do artista Jasar Nobre, 35, que para minha alegria é um vizinho de Mongaguá (SP).

Surfista e morador de Itanhaém, Jasar é mais um daqueles caras que encontrou no surf a fonte de inspiração e o modo de vida que lhe pareceu mais adequado àquilo que lhe parece útil e prazeroso.

Em um base-lip rapidinho, deu bem para sentir o que o surf e a arte representam  na sua vida. Confira na entrevista abaixo.

Jasar, como começou no surf?

Quando eu tinha 4 anos, meus pais vieram morar aqui no litoral, em Itanhaém. Aos 9 já surfava em pranchas de isopor, aquelas da promoção da Yopa (marca de sorvetes adquirida pela Nestlé).

Desde então, esse esporte passou a ser o foco de praticamente tudo que eu e meus amigos fazíamos. Se for pra viajar tem que ser pra algum lugar que tenha praia, se for programar alguma coisa para o final de semana, tem que ser o surf.

Chegou a competir ou ficou só no free surf?

Participei de campeonatos como o Lightning Bolt, Natural Art, os municipais de Itanhaém. Hoje surfo com pouca freqüência, parece que o tempo esta cada vez mais curto.

E viagens?

Fiz duas surf trips internacionais: Peru e México.

E a sua história com a arte?

Minha história com as artes é um pouco recente. De 1994 até 2002 eu trabalhava na Elektro (distribuidora de energia elétrica) e cursava a faculdade de Engenharia Elétrica. Nos últimos três anos que trabalhei lá, sentia aquele desconforto que se sente quando a gente não está no caminho certo.

Daí surgiram aqueles programas de saída incentivada. Pedi pra sair e na mesma universidade que eu estudava engenharia (Universidade Santa Cecília) pedi a mudança de curso pra Artes Plásticas. Os amigos, claro, não entendiam esta opção, mas apesar das incertezas, eu tinha que seguir minhas intuições.

Se deu bem?

Estava com 26 anos, foi a hora certa, de lá pra cá já roí muito osso, mas há uns três anos  venho colhendo alguns frutos desta opção feita em 2002. O estudo das artes me levaram para o campo da comunicação visual, onde trabalho como autônomo e tiro meu ganha pão. 

O bacana é perceber na prática o quanto estas atividades, artes plásticas e designer gráfico, se complementam e se ampliam. A diferença delas é que em quanto no design tenho que comunicar a ideia do cliente, na arte expresso minha própria ideia e pensamentos.

E o surf nesse processo?

A maioria dos experimentos artísticos que desenvolvo tem o surf como tema, pois é o que motiva. Porém, toda obra que produzo passa por um processo de auto-reflexão, onde acabo expressando mais do que minha reverencia pelo esporte, incluindo minhas percepções do mundo que vivemos.

E as exposições?

No final de junho estive em Imbituba (SC), onde pude mostrar um pouco do meu trabalho, felizmente tenho recebido bons convites e meu trabalho tem sido bastante reconhecido no mundo do surf.

Interessados no teu trabalho vão encontrá-lo aonde?

Como sou profissional autônomo, trabalho em casa mesmo, e posso ser facilmente acessado pelo e-mail [email protected] ou no meu próprio site, Jasar Nobre.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.