Volcom Fiji Pro

Adriano na fissura

 

Adriano de Souza durante o Volcom Fiji Pro 2012 em Restaurant. Foto: © ASP / Kirstin.

O brasileiro Adriano de Souza, 26 anos, atual líder do circuito mundial, é uma das atrações do Volcom Pro que acontece em Fiji a partir da semana que vem.

 

Depois de uma vitória em Bells e de ser vice-campeão no Rio, o surfista do Guarujá tem uma grande expecativa para esta próxima etapa. 

 

Ele já está no arquipélago de Fiji, concentrado para a quarta etapa do circuito, onde foi quinto colocado no ano passado em Cloudbreak épico.

 

Enquanto aguarda a abertura do Volcom Pro, ele deu essa entrevista para a assessoria de imprensa do World Tour.

 

O surf brasileiro melhorou sensivelmente e você tem uma clara participação ao inspirar a nova geração. Qual a importância de ser um líder para esta nova geração de brasileiros?

 

Com certeza, eu me sinto orgulhoso por ser capaz de mostrar o profissional que eu sou dentro do esporte, fazendo parte desta nova geração. Acredito que o Brasil está bem representado no WCT e espero que continue assim até o final do ano.

 

Muito se fala sobre os jovens brasileiros, como Gabriel, Miguel, Alejo e Filipe como surfistas progressivos. Mas o seu  repertório aéreo foi muito aperfeiçoado ao longo dos últimos anos. Você olha para esta geração mais jovem como sua inspiração progressista?

Eles são a minha fonte de inspiração. Filipe e Gabriel estão liderando o grupo da nova geração, isto sem falar em Alejo, Raoni e Miguel, que estão no topo dos surfistas de linha.

 

Esta não é a sua primeira vez em primeiro lugar no ranking. Qual a pressão de ser o líder na corrida pelo título mundial? Além disso, depois que você já esteve lá, você se sente mais confortável este ano na posição de número um?

Estou bastante calmo, sei que é muito difícil manter o que eu venho fazendo, mas você pode ter certeza de que eu vou colocar 100% de esforço para fazer isso acontecer.

 

Uma vez que um brasileiro nunca ganhou um título mundial, você sente que há mais pressão para ser o primeiro a conquistar o título para o Brasil?

Eu não sinto pressão para ser campeão, eu só quero ser o campeão. Posso ser o segundo ou terceiro brasileiro para alcançar o título, isso não importa muito para mim. Meu objetivo é ganhar e espero conseguir.

 

Confiança e força caminham lado a lado e você fez a final nos dois últimos eventos. Você tem se sentido bastante confiante para Fiji?

Estou definitivamente passando por um momento forte na minha vida e a confiança tem um papel. Eu sei que excesso de confiança também pode atrapalhar. Eu me sinto como se tivesse apenas a quantidade certa de confiança neste momento. Fiji será um evento difícil, espero conseguir o que eu me propus a fazer.


O Volcom Fiji Pro foi um grande evento para você no ano passado, terminando nas quartas contra CJ Hobgood numa bateria incrível. Qual sua expecativa para este ano?

A competição contra CJ ano passado foi incrível. Considero o CJ um dos favoritos para ganhar este evento. Ele tem um estilo de surf muito agressivo na esquerda de Cloudbreak. Pela maneira que eu perdi, desenvolvi um certo senso de maturidade. Agora, se isso acontecer novamente, eu provavelmente não vou dar chances para qualquer surfista do mesmo calibre do CJ.

 

Entre Bells e Rio você passou algum tempo na Indonésia. Você acha que a passagem em condições mais pesadas oferece uma vantagem em Fiji?

Certamente. É sempre bom ir para a Indonésia e aproveitar aquelas ondas perfeitas. Isso me deu muita confiança para a etapa no Rio. Mas o próximo passo agora é Fiji. Estou ansioso por um bom resultado. Eu tive 20 dias intensos no Rio e alguns dias para descansar depois. Mas eu decidi ir para Fiji um pouco mais cedo para me livrar do jet leg antes da a competição começar.

 

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