O free surfer catarinense Pedro Lani Husadel desembarcou na Nova Zelândia com o objetivo de surfar ondas perfeitas com pouquíssimo crowd.
Filho de David Husadel, Pedro recentemente passou três meses surfando as ondas da África do Sul. Agora, nesse paraíso de ondas localizado no Oceano Pacífico, próximo da Australia e Tasmânia, desbrava picos pouco conhecidos.
Pedro concedeu uma entrevista exclusiva para o site Waves.
Que picos você já conheceu na Nova Zelândia?
Desde que cheguei já surfei Raglan, Whatakane, Matakana e Mount Maunganui. Tive o privilégio de surfar ondas muito boas e sem crowd num período de quase dois meses. Ainda é verão então a água está relativamente quente para os padrões locais. Com minha roupa de 3.2 mm está perfeito, mas no inverno dizem que roupas mais espessas e botinhas são fundamentais.
Existe muito localismo na terra dos Maoris?
Nova Zelândia é um lugar com uma baixa densidade demográfica e isso se reflete na água. Nem é necessário localismo porque existe ondas em abundância para todos.
A fauna marinha do país é muito rica. Você chegou a ver tubarões pelas redondezas?
Dizem que existem tubarões aqui também, porem não há registros de ataques com tanta incidência como na África do Sul.
Cada país tem sua culinária típica, você experimentou alguns pratos locais na ilha?
Raramente como fora de casa, cozinho diariamente meu macarrão com carne moída.
Trips sempre trazem algum perrengue na hora de viajar, as malas, pranchas ou transporte, você passou algum destes problemas?
Quando estava embarcando da África do Sul para Nova Zelândia fui barrado porque não tinha visto de transito para passar pela Austrália e meu visto na África do Sul vencia no mesmo dia. Tive que aplicar um visto de transito australiano, um visto de extensão da África do Sul e ainda gastar um dólares para o adiamento da passagem. No final deu tudo certo…
Aqui em Nova Zelândia está tudo certo e estou tendo o maior suporte de meu amigo Marcos Leite, que me hospedou na sua casa.
Qual é o quiver desta trip?
Estou com uma Emery modelo Steroid 6’0, e duas 6’1 R1 e uma 6’3 da SRS Surfboards shapeadas por Rodrigo Silva. É o mesmo equipamento que levei para África do Sul.
Você conta com algum apoio ou patrocínio?
Rodrigo Silva tem dado o maior suporte nas minhas viagens. Também conto com a parceria da Truzz Wetsuits, através de Ricardo, que desde há alguns anos me ajuda com as roupas de neoprene necessárias para a viagem.
Você já viajou para vários países para surfar. O que te leva a embarcar para novos horizontes?
Para mim, viajar é abranger o conhecido, transformar o desconhecido em algo conhecido, aprender coisas novas, basicamente evoluir, sentir o prazer de estar vivo, conhecer pessoas novas, sempre sorrindo e fazendo sorrir. Como surfista sempre busco escolher meus destinos em lugares onde a pratica do surf pode ser exercida com abundância.























