O ingrediente ilícito

Saiba como Amil Dinsio utilizou espuma de poliuretano em um dos maiores roubos a banco da história dos EUA.

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Em 1972, Amil Dinsio foi o cérebro por trás de uma dos maiores assaltos a banco da história dos EUA.

A história parece um roteiro de Hollywood, mas aconteceu de verdade em 1972, no notório assalto ao banco United California na cidade de Laguna Niguel, Califórnia (EUA).

Amil Dinsio, um dos grandes ladrões de banco da história dos EUA, usou espuma expansível (ou espuma de poliuretano), a mesma utilizada em reparo de pranchas, para desativar o alarme externo no assalto de 24 de março de 1972, que roubou cerca de 9 milhões de dólares de dinheiro sujo da campanha do ex-presidente Richard Nixon.

A história é contada pela jornalista Keith Sharon, do The Orange County Register, e foi republicada recentemente pela revista Surfer. O assalto aconteceu a apenas alguns quilômetros da fábrica do lendário Gordon Clark, da Clark Foam, que revolucionou a indústria do surfe na década de 1960 ao usar espuma de poliuretano como matéria-prima para fabricar blocos de prancha.

Um dos homens mais procurados da época, Amil Dinsio encontrou outro propósito para o material nos anos 70. Ele usou a espuma expansível para desativar o alarme externo do banco, uma vez que a espuma o impedia de tocar após endurecer.

Já vez dentro do local, Dinsio e sua gangue usaram 16 dinamites para explodir o cofre durante à noite. Em uma cidade pacata, localizada entre Dana Point e Laguna Beach, o barulho não chegou a chamar a atenção. Era sexta-feira à noite, o que significava que ninguém estaria no banco até segunda-feira de manhã. A gangue passou três noites abrindo cerca de 500 cofres com marretas customizadas.

Na manhã da segunda-feira, o gerente do banco encontrou o cofre cheio de pó de concreto, dinheiro, jóias, títulos, colecionáveis, urnas e cinzas. Ao contrário dos trabalhos anteriores de Dinsio, que lhe renderam cerca de US$ 20 milhões, este crime estava longe de ser perfeito e alguns pequenos erros o levariam à prisão.

O maior deles foi que Dinsio presumiu que o presidente não iria à sua procura, já que uma investigação detalhada deste roubo iria expor o dinheiro de origem suspeita. Mas Dinisio estava errado. Uma série de revelações o apontaram como cérebro do grande assalto e decretaram a sua condenação a mais de 30 anos de prisão.

A história também é contada no livro Inside the Vault, escrito pelo próprio Amil Dinsio.

Fontes Surfer e Surftotal