Saquarema Surf Festival

Abertura com boas ondas

Peterson Crisanto bate recordes de nota e pontos do primeiro dia de disputas do Saquarema Surf Festival.
Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna

A terceira edição do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema, abriu a etapa masculina do QS 5000 na segunda-feira de boas ondas na Praia de Itaúna.

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O dia começou com a Triagem do Circuito Banco do Brasil de Surfe para jovens surfistas do Rio de Janeiro. Depois, foram realizadas as oito baterias da primeira fase do QS 5000 e as oito primeiras da segunda fase, quando o paranaense Peterson Crisanto fez os recordes do dia – nota 8,17 e 14,67 pontos.

O argentino Nacho Gundesen e os paulistas Wiggolly Dantas e Renan Peres também se destacaram e o QS 5000 masculino prossegue nesta terça-feira, a partir das 8h00, ao vivo da Capital Nacional do Surf pelo WorldSurfLeague.com e TikTok da WSL Brasil.

A triagem promovida pelo Circuito Banco do Brasil de Surfe, para jovens surfistas do Rio de Janeiro da nova geração, abriu a segunda-feira de boas ondas na Praia de Itaúna. Eram 16 convidados – oito na categoria masculina e oito na feminina – para disputar duas vagas para o QS 5000 do Saquarema Surf Festival, sem precisar pagar a inscrição no evento. Quem ficou nas duas primeiras posições em cada uma das duas baterias com quatro surfistas, se classificou para as finais da triagem.

A decisão masculina foi a primeira a entrar no mar, com o niteroiense Caio Knappi, 19 anos, e o saquaremense Rickson Falcão, 15 anos, ganhando as vagas para o QS 5000 de outros dois surfistas de 16 anos de idade.

Em terceiro lugar ficou Caique Nunes, que é de Saquarema e também é atleta do Centro de Treinamento Leo Neves como Rickson, com Gabriel Dantas da capital carioca ficando em quarto lugar. Caio Knappi foi quem tirou a maior nota – 7,33 – da triagem masculina.

“Graças a Deus, me classifiquei para o Evento Principal. Consegui achar boas ondas e ganhei a vaga. É a primeira vez que vou participar de um evento do Qualifying Series e foi muito irado essa triagem do Banco do Brasil. Incentivou total os atletas e vamos para cima”, disse Caio Knappi, que depois acabou eliminado na bateria que fechou a primeira fase do Saquarema Surf Festival.

Já o vice-campeão da Triagem do Circuito Banco do Brasil, Rickson Falcão, venceu duas baterias do QS 5000 na segunda-feira. Ele já passou para a rodada de estreia dos principais cabeças de chave do Saquarema Surf Festival e destacou a chance que ganhou com a iniciativa do Banco do Brasil: “Foi irado valorizar o surfe local, ainda mais para a galera que não tem condições de bancar a inscrição. Foi muito legal e parabéns ao Banco do Brasil pela iniciativa”.

Na categoria feminina, a vencedora da Triagem do Circuito Banco do Brasil foi Laiz Costa, 17 anos, irmã mais jovem da campeã brasileira Yanca Costa e do bicampeão da categoria Junior do Saquarema Surf Festival, Cauã Costa.

Eles são cearenses, mas há muitos anos moram no Recreio dos Bandeirantes, na capital carioca. Laiz ficou emocionada na entrevista ao vivo: “Eu só tenho que agradecer por essa oportunidade e estou muito feliz em estar aqui com minha família”, disse, com lágrimas no rosto.

Laiz Costa foi para a quinta das oito baterias da primeira fase, em que foram divididas as 32 participantes do Saquarema Surf Festival. Ela vai enfrentar as catarinenses Isabelle Nalu, Maya Carpinelli e a paulista Julia Santos.

A outra classificada da triagem foi Aysha Ratto, 16 anos, que superou duas surfistas de apenas 15 anos, Paloma Olivero, que também é de Búzios e Sarah Ozorio, do Recreio dos Bandeirantes. Aysha foi para a primeira bateria do QS 5000, da paulista Sophia Medina, a saquaremense Kayane Reis e a carioca Mariana Areno.

Início do QS 5000 – Logo após a Triagem, foi iniciada a terceira edição do Saquarema Surf Festival em memória ao bicampeão brasileiro Leo Neves. Neste ano, o evento está abrindo o Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, que ainda vai promover outras quatro etapas do Qualifying Series. A de Saquarema é a única com status QS 5000 e ela já começou quente, com o vice-líder do ranking regional da temporada 2023/2024 da WSL South America estreando na primeira bateria.

O argentino Nacho Gundesen poderia ser um dos 32 cabeças de chave que só estreiam na terceira fase do QS 5000. Mas, não fez sua inscrição dentro do prazo, então teve que entrar na rodada inicial. “O que aconteceu foi que eu estava na equipe da Argentina para o Pan-americano, mas o cancelamento do QS 5000 de Alagoas, me fez tomar a decisão de vir pra cá. Acabei fazendo a inscrição depois do prazo, mas são mais duas baterias para soltar o surfe, poder testar a prancha e surfar nesse dia, que tem altas ondas. A gente ama competir, então são mais duas baterias para ser feliz”.

E Nacho Gundesen foi realmente feliz nas boas ondas da segunda-feira, com direitas e esquerdas abrindo paredes perfeitas na Praia de Itaúna, para usar a borda da prancha nas manobras. Ele ganhou a primeira bateria por 14,30 pontos, somando uma nota 7,87.

Depois, competiu de novo na abertura da segunda fase do Saquarema Surf Festival e conseguiu 7,50 na sua melhor onda, para vencer por 14,00 pontos e chegar na rodada de estreia dos cabeças de chave, que era onde deveria estar pela sua posição no ranking das três etapas da WSL South America já disputadas.

“Saquarema é um lugar que favorece o meu surfe, tem uma onda forte e o power surf é o meu forte”, destacou Nacho Gundesen. “Eu consegui pegar boas ondas nas baterias, umas direitas bem boas para mandar as manobras e estou feliz que deu tudo certo. Tentei ficar o mais solto possível, para soltar o nervosismo das primeiras baterias e também testar as pranchas, pegando esquerdas e direitas. O primeiro dia já foi, agora é descansar e me preparar para as próximas baterias”.

Campeão em Saquarema – No ano passado, Nacho Gundesen foi o recordista de nota da segunda edição do Saquarema Surf Festival, com o 9,00 que ele recebeu na quarta fase do evento. Na segunda-feira, a nota 7,87 e os 14,30 pontos que conseguiu na sua primeira bateria, chegaram a encabeçar a lista de recordes do dia, que depois foram batidos.

O experiente Wiggolly Dantas, que já venceu uma etapa do Qualifying Series em Saquarema em 2014, quando se classificou para a elite do CT, estreou na primeira fase totalizando 14,33 pontos, com a nota 7,50 da sua melhor onda.

“Saquarema é um lugar muito especial para mim. Foi onde me classifiquei pro CT e me sinto muito à vontade aqui, tem uma onda forte e estou muito focado nesse evento”, disse Wiggolly Dantas, que competiu logo após seu irmão, Weslley Dantas, vencer sua primeira bateria também.

“Eu vim com meu irmão para competir aqui, estou surfando bem e com uma expectativa boa para esse evento. Minhas pranchas estão mágicas, eu consegui achar umas ondas boas, fazer manobras fortes e estou muito feliz em estar aqui em Saquarema competindo em mais um ano”.

Maior nota – Na segunda fase, quando entram mais 48 surfistas pré-classificados pelas posições no ranking da World Surf League, novos recordes foram registrados na terceira edição do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves.

O paulista Renan Peres, o Pulga, destruiu uma onda com uma série de manobras executadas com pressão e velocidade, que arrancaram nota 8,17 dos juízes. Ele era um dos estreantes da segunda fase e venceu sua primeira bateria por 14 pontos.

“A onda veio muito boa, muito limpa, a face da onda estava bem lisa e eu consegui soltar o surfe”, disse Renan Pulga, que falou mais sobre a maior nota do campeonato. “Eu fiz duas rasgadas boas e tentei não bater prancha, linquei para o inside e consegui mandar uma batida chutando na junção. Mas, basicamente, a onda em si, foi fácil de ler, porque ela veio muito perfeita, abrindo tudo. Em nenhum momento, ela correu pra fechar e acho que isso ajudou para esse high-score”.

Recordista do dia – Três baterias depois, o paranaense Peterson Crisanto também detonou uma onda, que recebeu a mesma nota 8,17 dos juízes. Mas, ele ainda achou outra boa para surfar e se tornar o recordista absoluto do primeiro dia do Saquarema Surf Festival. Peterson somou uma nota 6,50 para aumentar o maior somatório do campeonato, de 14,33 para 14,67 pontos.

Outro ex-top da elite mundial do CT como ele, avançou em segundo lugar, o carioca Pedro Henrique, que voltou a morar em Saquarema depois de alguns anos residindo em Portugal.

“Na verdade, o mar está até mais difícil agora, com a maré cheia. Mas, graças a Deus, consegui abrir a bateria com uma nota excelente, 8,17”, disse Peterson Crisanto. “Eu já estava olhando aquela direita ali. Fiquei o dia inteiro na praia e o mar muda bastante, mas tive a felicidade de achar a onda certa. Logo em seguida, tirei um 6,50 e estou feliz, porque o dia foi bem longo. Estou sem um patrocinador principal, o que dificulta correr o QS, mas conseguir vir pra cá na última hora e esse evento é bem importante. Então, vou dar meu máximo para fazer um bom resultado”.

Outra atração do primeiro dia foi o campeão mundial de ondas gigantes, Lucas Chumbo Chianca, que passou as duas baterias que disputou na segunda-feira. O Saquarema Surf Festival é a primeira etapa com status QS 5000 de pontuação máxima da temporada 2023/2024 da WSL South America.

Já aconteceram três de 1.000 pontos no Equador, Argentina, Equador, então esse QS 5000 do Brasil vai modificar bastante o ranking. O evento esse ano também abre o Circuito Banco do Brasil de Surfe, que terá mais quatro etapas. A próxima é o QS 1000 na Praia do Ferrugem, em Garopaba, Santa Catarina, nos dias 4 a 7 de maio, na semana seguinte à da etapa de Saquarema.

Ativações abertas – Na segunda-feira, também já foram iniciadas as ativações dos patrocinadores e apoiadores do Saquarema Surf Festival 2023. No estande da Prefeitura de Saquarema, a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Turismo, oferece aos visitantes um óculos de realidade virtual para sentirem a sensação de praticar esportes como surfe, skate e paramotor. No estande do Banco do Brasil, tem Prancha Elástica BB, Toy Art Premiado e outras atrações, com quadras de vôlei de praia, beach tênis, futmesa, além de área Kids e aulas de Yoga e Fitdance para o público.

Outro patrocinador oficial do Saquarema Surf Festival, o G-Shock, está fazendo demonstração da sua linha de relógios, distribuindo brindes e todos poderão usufruir de um Balanço Instagramavel. E na área VIP da enorme arena instalada nas areias da Praia de Itaúna, está sendo servida a Cerveja Enseada com chopeiras exclusivas da marca, além dos chips de milho da Garytos, 100% veganos e livres de glúten. Durante a semana, também haverá ações ambientais da Blue Birds e um estande da ONG Pró Criança Cardíaca, que está distribuindo brindes exclusivos para os visitantes.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar etapas masculinas e femininas do Qualifying Series, Pro Junior Sub-20 e Longboard. A Prefeitura Municipal de Saquarema apresenta o evento patrocinado pelo Banco do Brasil e G-Shock, com apoio de Garytos, New Era, Cerveja Enseada e parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema, Blue Flag, Blue Birds e Pró Criança Cardíaca. A competição será transmitida ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e também pelo TikTok da WSL Brasil.

Sobre a213 Sports – Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu no ano de 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia.

Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment.

Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports. Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.

Triagem do Circuito Banco do Brasil de Surfe
Final Masculina

1o: Caio Knappi (RJ) por 10,93 pontos = notas 7,33+3,60
2o: Rickson Falcão (RJ) com 8,50 pontos = 4,93+3,57
3o: Caique Nunes (RJ) com 7,54 pontos = 3,87+3,67
4o: Gabriel Dantas (RJ) com 4,43 pontos = 2,93+1,50

Semifinais

1a: 1-Caio Knappi (RJ), 2-Caique Nunes (RJ), 3-Nathan Hereda (RJ), 4-Diego Templar (RJ)
2a: 1-Rickson Falcão (RJ), 2-Gabriel Dantas (RJ), 3-Sany Oliveira (RJ), 4-Kauai Marinho (RJ)

Final Feminina

1a: Laiz Costa (RJ) por 10,47 pontos – notas 6,67+3,80
2a: Aysha Ratto (RJ) com 7,13 pontos = 3,80+3,33
3a: Sarah Ozorio (RJ) com 5,70 pontos = 3,03+2,67
4a: Paloma Olivero (RJ) com 4,74 pontos = 2,87+1,87

Semifinais

1a: 1-Paloma Olivero (RJ), 2-Laiz Costa (RJ), 3-Leticia Calleia (RJ), 4-Allany Tuze (RJ)
2a: 1-Aysha Ratto (RJ), 2-Sarah Ozorio (RJ), 3-Luana Paes (RJ), 4-Sofia Tinoco (RJ)

Resultados da segunda-feira
Primeira Fase do QS 5000 

1a: 1-Nacho Gundesen (ARG), 2-João Artur de Holanda (BRA), 3-Luã da Silveira (BRA)
2a: 1-Lucas Chianca (BRA), 2-Santiago Medeiro (URU), 3-Ryan Martins (BRA), 4-Tab Textor (EUA)
3a: 1-Peterson Crisanto (BRA), 2-Gustavo Henrique (BRA), 3-JP Ferreira (BRA), 4-Matheus Neves (BRA)
4a: 1-Rickson Falcão (BRA), 2-Yan Guimarães (BRA), 3-Ryan Coelho (BRA), 4-Eduardo Motta (BRA)
5a: 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Kailani Renno (BRA), 3-Marcell Neves (BRA)
6a: 1-Wiggolly Dantas (BRA), 2-Edher Reis (BRA), 3-Murillo Coura (BRA), 4-Rene Enrique Ojeda (VEN)
7a: 1-Gabriel Arturo Vargas (PER), 2-Adrian de Osma (PER), 3-Pedro Martins (BRA)
8a: 1-Daniel Adisaka (BRA), 2-João Lucas Bessy (BRA), 3-Caio Knappi (BRA), 4-Deyvson Santos (BRA)

Segunda Fase do QS 5000 

1a: 1-Nacho Gundesen (ARG), 2-Pedro Amorim (BRA), 3-Hedieferson Junior (BRA), 4-Guilherme Luz (BRA)
2a: 1-Renan Peres (BRA), 2-Nazareno Pereyra (ARG), 3-João Artur de Holanda (BRA), 4-Derek Souza (BRA)
3a: 1-Diego Aguiar (BRA), 2-Lucas Chianca (BRA), 3-Luiz Mendes (BRA), 4-Lucas Ribas (BRA)
4a: 1-Luan Carvalho (BRA), 2-Magno Pacheco (BRA), 3-Felipe Ximenes (BRA), 4-Santiago Medeiro (URU)
5a: 1-Peterson Crisanto (BRA), 2-Pedro Henrique (BRA), 3-Giovani Pontes (BRA), 4-Luan Ferreyra (BRA)
6a: 1-Gustavo Henrique (BRA), 2-Samuel Joquinha (BRA), 3-Vitor Valentim (BRA), 4-Guilherme Fernandes (BRA)
7a: 1-Rickson Falcão (BRA), 2-Hizunome Bettero (BRA), 3-Anderson da Silva (BRA), 4-Takeshi Oyama (BRA)
8a: 1-Thiago Meneses (BRA), 2-Yan Guimarães (BRA), 3-Nicolas Hermida (BRA), 4-Kayan Medeiros (BRA)

Baterias desta terça-feira
Segunda Fase

9a: Cauet Frazão (BRA), Patrick Plachi (BRA), Igor Shibata (BRA), Weslley Dantas (BRA)
10: Alex Ribeiro (BRA), Flavio Nakagima (BRA), Facundo Rondi (ARG), Kailani Renno (BRA)
11: Uriel Sposaro (BRA), Daniel Matos (BRA), Diego Brigido (BRA), Wiggolly Dantas (BRA)
12: Caetano Vargas (BRA), Ivo Gothardo (BRA), Facundo Arreyes (BRA), Edher Reis (BRA)
13: Felipe Oliveira (BRA), Guilherme Carvalho (BRA), Pedro Araujo (BRA), Gabriel Arturo Vargas (PER)
14: Cauã Gonçalves (BRA), Lukas Camargo (BRA), Sergio Luan (BRA), Adrian de Osma (PER)
15: José Francisco (BRA), Kainan Meira (BRA), Gabriel Paiva (BRA), Daniel Adisaka (BRA)
16: Fabricio Rocha (BRA), Wallace Vasco (BRA), Yan Sondahl (BRA), João Lucas Bessy (BRA)

Terceira Fase

1a: Rafael Teixeira (BRA), Luan Hanada (BRA), Nacho Gundesen (ARG), Nazareno Pereyra (ARG)
2a: Alan Jhones (BRA), Lucas Vicente (BRA), Renan Peres Pulga (BRA), Pedro Amorim (BRA)
3a: Douglas Silva (BRA), Tomas Lopez Moreno (ARG), Diego Aguiar (BRA), Magno Pacheco (BRA)
4a: Leo Casal (BRA), Wesley Leite (BRA), Luan Carvalho (BRA), Lucas Chianca (BRA)
5a: Gabriel Klaussner (BRA), Cauã Costa (BRA), Peterson Crisanto (BRA), Samuel Joquinha (BRA)
6a: Vitor Ferreira (BRA), Philippe Neves (BRA), Gustavo Henrique (BRA), Pedro Henrique (BRA)
7a: Rodrigo Saldanha (BRA), Luan Wood (BRA), Rickson Falcão (BRA), Yan Guimarães (BRA)
8a: Ian Gouveia (BRA), Arthur Máximo (BRA), Thiago Meneses (BRA), Hizunome Bettero (BRA)
9a: Ryan Kainalo (BRA), Raoni Monteiro (BRA), 1.o da 9.a e 2.o da 10.a
10: Valentin Neves (BRA), Eric Bahia (BRA), 1.o da 10.a e 2.o da 9.a
11: Heitor Mueller (BRA), Daniel Templar (BRA), 1.o da 11.a e 2.o da 12.a
12: Caio Costa (BRA), Mateus Sena (BRA), 1.o da 12.a e 2.o da 11.a
13: Mateus Herdy (BRA), Pedro Neves (BRA), 1.o da 13.a e 2.o da 14.a
14: Samuel Igo (BRA), Luel Felipe (BRA), 1.o da 14.a e 2.o da 13.a
15: Igor Moraes (BRA), Kaue Germano (BRA), 1.o da 15.a e 2.o da 16.a
16: Lucas Silveira (BRA), Matheus Navarro (BRA), 1.o da 16.a e 2.o da 15.a

Primeira Fase Feminino

1a: Sophia Medina (BRA), Kayane Reis (BRA), Mariana Areno (BRA), Aysha Ratto (BRA)
2a: Yanca Costa (BRA), Sophia Gonçalves (BRA), Bruna Carderelli (BRA), Taís Almeida (BRA)
3a: Kiany Hyakutake (BRA), Brianna Bartelmess (PER), Yasmin Neves (BRA), Sofia Artieda (PER)
4a: Laura Raupp (BRA), Vera Jarisz (ARG), Monik Santos (BRA), Maya Karl (PRI)
5a: Isabelle Nalu (BRA), Julia Santos (BRA), Maya Carpinelli (BRA), Laiz Costa (BRA)
6a: Juliana dos Santos (BRA), Naire Marquez (BRA), Sol Carrion (BRA), Camila Sanday (BRA)
7a: Kalea Gervasi (PER), Karol Ribeiro (BRA), Luara Mandelli (BRA), Yasmin Dias (BRA)
8a: Tainá Hinckel (BRA), Kemily Sampaio (BRA), Rafaella Montesi (CHL), Ana Luiza (BRA)

Baterias do Pro Junior do Saquarema Surf Festival
Primeira Fase

1a: Eduardo Mulford (BRA), João Artur (BRA), Fadul Ryan (BRA)
2a: Luiz Neiva da Silva (BRA), Pablo Gabriel da Silva (BRA), Yuri Machado (BRA), Ryan Martins (BRA)
3a: Gabriel Paiva (BRA), Lucas di Giorge (BRA), Kailani Renno (BRA)
4a: Matheus Neves (BRA), Miguel Ferraz (BRA), Murillo Coura (BRA)

Segunda Fase

1a: Cauet Frazão (BRA), Luan Ferreyra (BRA), Patrick Plachi (BRA), 1.o da 1.a bateria da 1.a fase
2a: Igor Shibata (BRA), Tomas Goransky (ARG), João Ferreira (BRA), 2.o da 1.a bateria
3a: Marcell Neves (BRA), Guilherme Ferreira (BRA), Antonio Carvalho (BRA), 1.o da 2.a
4a: Adrian de Osma (PER), Luiz Mendes (BRA), Sunny Pires (BRA), 2.o da 2.a
5a: Nazareno Pereyra (ARG), Luis Henrique Araujo (BRA), Pedro Rian (BRA), 1.o da 3.a
6a: Guilherme Carvalho (BRA), Ryan Coelho (BRA), Lukas Camargo (BRA), 2.o da 3.a
7a: Lucas Ribas (BRA), Kayan Medeiros (BRA), Guilherme Fernandes (BRA), 1.o da 4.a
8a: Takeshi Oyama (BRA), Diego Brigido (BRA), Yan Feder (BRA), 2.o da 4.a

Terceira Fase

1a: Ryan Kainalo (BRA), Rafael Lutfy (BRA), 1.o da 1.a bateria da 2.a fase e 2.o da 2.a
2a: Rodrigo Saldanha (BRA), Samuel Joquinha (BRA), 1.o da 2.a e 2.o da 1.a
3a: Diego Aguiar (BRA), Leo Casal (BRA), 1.o da 3.a e 2.o da 4.a
4a: Caio Costa (BRA), Kainan Meira (BRA), 1.o da 4.a e 2.o da 3.a
5a: Heitor Mueller (BRA), Rickson Falcão (BRA), 1.o da 5.a e 2.o da 6.a
6a: Renan Rodrigues (BRA), Philippe Neves (BRA), 1.o da 6.a e 2.o da 5.a
7a: Fabricio Rocha (BRA), Gabriel Klaussner (BRA), 1.o da 7.a e 2.o da 8.a
8a: Cauã Costa (BRA), Cauã Gonçalves (BRA), 1.o da 8.a e 2.o da 7.a

Primeira Fase Feminina

1a: Laura Raupp (BRA), Yasmin Dias (BRA), Alexia Monteiro (BRA)
2a: Vera Jarisz (ARG), Mariana Areno (BRA), Ana Luiza (BRA), Sofia Tinoco (BRA)
3a: Isabelle Nalu (BRA), Sofia Artieda (PER), Yasmin Neves (BRA)
4a: Kalea Gervasi (PER), Rafaela Montesi (CHL), Allany Tuze (BRA)
5a: Tainá Hinckel (BRA), Luara Mandelli (BRA), Kemily Sampaio (BRA)
6a: Sophia Gonçalves (BRA), Kiany Hyakutake (BRA), Maya Karl (PRI), Paloma Pardo (BRA)
7a: Naire Marquez (BRA), Briana Barthelmess (PER), Sol Carrion (BRA)
8a: Sophia Medina (BRA), Camila Sanday (PER), Maya Carpinelli (BRA)

Baterias do Longboard do Saquarema Surf Festival
Primeira Fase Masculina

1a: Yam Wisman (BRA), Antonio Pedro Robles (BRA), Pedro Bento Carvalho (BRA)
2a: Romoaldo Nascimento (BRA), Alexandre Escobar (BRA), Phil Rajzman (BRA), Jonas Lima (BRA)
3a: Pedro França (BRA), Anderson Silva (BRA), Lucas Gonçalves Salomone (BRA), Eduardo Bage (BRA)
4a: Matias Maturano (PER), Rodrigo Sousa (BRA), Jeferson da Silva (BRA)

Primeira Fase Feminina

1a: Evelin Neves (BRA), Patrycja Orlowska (POL), Julia Vianna (BRA)
2a: Ayllar Cinti (BRA), Maria Clara Santos (BRA), Lara Pestana (BRA), Luana Soares (BRA)

Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Como uma prancha largamente usada por surfistas fora do circuito mundial profissional pode ganhar atenção? Coloque a dita cuja nos pés de um bicampeão mundial. Quer um destaque ainda maior? Filipe Toledo vence o tricampeão Gabriel Medina. Pronto. Vamos por partes. Na etapa do Championship Tour, na Nova Zelândia (Maio 2023), Filipe acabou não vencendo a disputa da quarta de final contra Griffin Colapinto, mesmo obtendo a melhor nota da bateria. Faltou uma onda. Mas o assunto aqui é outro, ou quase. Em um universo dominado por triquilhas, desde 1981, a diversidade de pranchas, no século 21, começou a ganhar espaço fora das competições. No meio de antigas novidades, biquilhas com trailer fin (estabilizador central) se mostraram mais controláveis e amistosas, levando muita gente a adotá-las no quiver. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Filipe Toledo (@filipetoledo) O modelo de biquilha com estabilizador central já havia sido testado mas ganhou vida nova em 2003, com as Super Twins do shaper, tetracampeão mundial (79, 80, 81 e 82), Mark Richards. Ele trouxe de volta suas Twin Fins do início dos anos 80, adicionando uma “quilhinha” central. Daí, de repente, Filipe Toledo coloca no jogo do circuito mundial o modelo Modern 2, da Sharp Eye Surfboards. Vence Gabriel Medina nas esquerdas de Raglan e deixa muito mais gente antenada sobre as possibilidades de uma twin com trailer fin. Filipe não foi o primeiro a fazer algo que eu esperava há tempos. Kelly Slater inovou, diminuindo o tamanho das pranchas e competindo, em algumas situações, com o que eram mais bi do que triquilhas, na primeira década do século 21. Dane Reynolds também fez isso, mas vamos combinar que esses dois não são parâmetros de surf normal. Deivid Silva também ousou. Abiquilhou-se numa etapa. Mandou bem, mas não chamou tanta atenção. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Sharp Eye Surfboards (@sharpeyesurfboards_au) Quando se trata de altíssima performance pesa sempre o fato dos atletas da elite não terem muito tempo para experiências fora da casinha das triquilhas. Mas, pela primeira vez, Filipe, além de seu ano sabático, em 2024, teve, como todos os Tops, os mesmos raros sete meses de folga antes da temporada 2026. Isso parece ter criado espaço para lidar com pranchas diferentes, memória física e jogo mental para se arriscar com um equipamento não muito convencional na Nova Zelândia. Sim, pranchas realmente diferentes pedem ajustes na maneira de usá-las e isso requer tempo e, claro, talento. Duas coisas chamaram a minha atenção. Impressionante como podemos e devemos comparar os melhores do surf competitivo profissional com pilotos da Fórmula 1. É com eles que a indústria das pranchas evolui mais e melhor. Detalhes sutis, milimétricos, que essa turma sente no funcionamento de uma prancha podem ser incorporados aos modelos que a maioria dos surfistas não conseguiria detectar ou explicar. Eles dão o caminho do que será usado pelos consumidores “normais”. Shapers são mais teoria, estudo. Tops são prática. As mudanças surgem daí. Segunda, e mais curiosa. Um esporte que durante tanto tempo teve uma aura de vanguarda e ousadia leva muito tempo para propor ou acertar mudanças mais drásticas, seja na construção ou desenvolvimento de design. Não creio que seja culpa dos fabricantes, já que essa indústria nunca gerou dinheiro suficiente para que se desenvolvesse como deveria. Ainda por cima a competição tem um formato onde há pouco espaço para o diferente quanto à performance. Mas isso é conversa para outro texto. Por agora fica a dica. Mesmo ideias estranhas à normalidade podem resultar em bons resultados. Teste tudo que é prancha que você puder. Não tenha medo, você não depende de notas dos juízes para ser feliz.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.