Victor Vasconcellos

Prancha a mão é passado

A última palavra no mundo das pranchas de surf vem da criação do brasileiro Luciano Leão: a máquina de shape digitalizada DSD – Digital Surf Design, considerada pela Revista Surfer como maior inovação do surf na década de 90.

Com a leitura de um programa de computador no qual são inseridas e desenhadas as diversas formas e medidas de uma prancha de surf, um braço mecânico com precisão milimétrica desbasta os blocos de poliuretano, deixando um pré-shape com outline cortado e bordas deitadas.

Não é que a máquina faça tudo, como alguns pensam, pois experiência com muitos anos de plaina e compreensão de como funciona uma prancha são fundamentais na hora de inserir os dados e shapear na tela um novo foguete.

 

Se você inserir os dados errados e não conhecer os princípios básicos de hidrodinâmica, elas simplesmente não irão funcionar!

Outra vantagem de se passar os blocos na máquina é a precisão das medidas e o fato de que ela tira todos os empenos que vêm nos blocos. Além disso, o dono da prancha tem o seu próprio disquete com seu shape nele. Assim, ele pode repetir o clone de sua prancha ou fazer alterações milimétricas.

Depois de passar na máquina, o shaper dá os toques manuais finais e personaliza ainda mais a prancha, podendo se dedicar mais aos detalhes tão importantes para o funcionamento da prancha.

Sem dúvida, as pranchas feitas a mão se tornaram coisa do passado.

 

Para conhecer melhor o trabalho do shaper Victor Vasconcellos, visite o site Hotstick.


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Foto de capa Marcelo Dada

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