
Tenho recebido inúmeros e-mails de internautas interessados em saber detalhes do trabalho que faço no Waves Indonésia.
As perguntas são várias, desde do tipo de equipamento para fotos, tipo de barquinho que uso, qual o motor, como venho pra cá, quanto custa etc.
Vou tentar dar uma idéia geral de como funciona a coisa.
Saio do Brasil no mês de maio, sempre via Europa, para ver um pouco do comércio europeu, tendo assim uma noção das tendências da moda para o próximo verão.

A parada seguinte é Singapura, onde visito amigos e tomo conhecimento das últimas novidades tecnológicas, que apesar de caras, gosto de saber como funcionam.
Finalmente, meu destino, Ilha de Bali.
Uso sempre a empresa KLM, pois participo do programa de milhagens Flying Dutchman para acumular milhas e ganhar upgrades ou free tickets.
Para emissão da passagem, conto com a assessoria da Nivana Super Trips, que conhece tudo em termos de trips de surf.

Alugo uma casa no Bukit da Ilha, bem ao sul, perto das ondas e evito o transito de Kuta.
Para fazer as fotos, uso uma câmera Sony Cybershot DSC-P1, com um case subaquático, amarrado em uma roupa Mormaii especialmente confeccionada para esta finalidade.
A roupa tem uma pochete costurada na parte de trás, na altura da cintura, com um zíper grande que me permite tirar e colocar a câmera sem muita dificuldade, e que também me permite surfar com a câmera nas costas, sem prejudicar o meu rendimento nas ondas.

Uso sempre botinhas e capacete que me dão uma maior segurança no surf em cima das bancadas de coral.
Quando saio de barco para fotografar, tento posiciona-lo o mais perto possível da bancada, sempre com uma margem de segurança para não ser atingido por uma série maior.
Passo assim o comando para a minha partner Fabi, que fica alerta ao swell enquanto faço as fotos ou filmagens.
Já passamos vários sufocos em busca daquela foto mais pertinho e com mais nitidez.

O nosso barquinho aqui é um Quicksilver de apenas 3 metros, impulsionado por um motor Yamaha de 15hp.
A saída com o barco é feita da baía de Jimbaram, e vamos sempre costeando, verificando as condições de cada um dos reefs da costa oeste da Península ao sul de Bali.
A navegação é tranqüila, pois estamos sempre perto da costa e para nossa segurança não nos afastamos.
É muito importante sempre saber as condições de maré para aquelas horas em que você está no mar.
A melhor época para curtir o surf aqui em Bali é de maio a outubro, sendo o mês de agosto sempre o mais crowd.
Faço as atualizações do site sempre ao final do dia, quando a conexão permite.
A conexão é via linha telefônica e ainda é meio precária.
Nas horas de pique, melhor nem tentar.
Muitos internautas perguntam quanto gasto para ficar aqui um dia. É muito difícil responder, já que cada um tem um padrão, mas encontra-se hospedagem aqui na beira do mar no cliff de Impossibles, perto de Bingin e Padang de até 10.000 rúpias (cerca de US$ 1,20) por dia, com banheiro comunitário.
Já um bangalô, estilo balinês, não sai por menos de US$ 20 por dia.
O aluguel de uma moto sai por 20.000 rúpias (US$ 2,40) e de um jipinho cerca de 80.000 rúpias (US$ 10).
Bom mesmo é encher o tanque de gasolina, já que um litro custa 1.800 rúpias, cerca de US$ 0,22, ou seja, em torno de R$ 0,66 por litro.
É sempre um prazer encher o tanque e gastar pouca grana para rodar muito.
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