Jano Belo vence Maresia Surf na Praia Bela

Jano Belo vence na volta da categoria profissional às competições da Paraíba. Foto: Chico Padilha. — Chico Padilha O primeiro dia do Maresia Surf, segunda etapa do Paraibano Transamérica 2003, foi marcado pela volta da  disputa profissional às ondas paraibanas, com Jano Belo saindo na frente na busca do título da temporada nesta categoria, com Otávio Lima em segundo, Carlos Wendell em terceiro e Tony Vaz em quarto.   Vaz foi dono da melhor nota – 8,25 por um tubo na primeira fase. O campeonato prosseguiu neste domingo com a continuação das fases Iniciante, Júnior, Estreante e Open.   Jano teve com Tavinho a disputa maior pelo título Pro do Maresia Surf, saindo da praia com a maior fatia do cash da premiação, uma prancha Inject/Cutback e mochila Maresia forrada de produtos.   O Maresia Surf Open é uma realização da Federação Paraibana de Surf (PBSURF).     Apoio da Rádio Transamérica João Pessoa, 33 Graus surf shop, Cut Back, Inject Surfboards, Teccel, Prefeitura Municipal do Conde, Governo do Estado da Paraíba, Secretaria de Esportes do Estado da Paraíba, Jornal Moçada que Agita, Arte Vinil Comunicação Visual, Fabiano Lucena e Arte Troféu. 

Faxina de sábado revira arquipélago atrás de onda

Balangan mostra porque anda bastante concorrida ultimamente. Foto: Darcy. — Darcy Saímos para mais uma faxina neste sábado de swell pequeno, em busca de algum pico que estivesse um pouco maior e melhor, para incluirmos no ranking o nosso surf do dia. Balangan estava demorando, mas com boas séries vindo no canto. Em Dreamland os dois picos estavam funcionando, mas bem crowd. Bingin novamente era o lugar mais perfeito e com poucas cabeças no pico. Os que estavam surfando pegaram bons barrells. Impossibles estava bom também com poucas cabeças na água. Padang, totalmente flat. E finalmente, Ulu com muitas cabeças disputando ondas de 1 metrinho, que nem sempre conectavam com o Corner. A navegação foi tranqüila e, apenas na entrada da baía na volta, o vento sudeste segurava a proa do barquinho querendo levantá-la a todo custo.    

Júnior Faria vence em Itanhaém (SP)

Júnior Faria está mais perto do título do circuito. Foto: Divulgação Rip Curl. — Divulgação O surfista guarujaense Júnior Faria deu um passo importante para a conquista do primeiro título importante na carreira. Neste domingo ele venceu a segunda etapa do Circuito Paulista Hang Loose Júnior e Mirim, na praia dos Pescadores, Itanhaém (SP).   Foi a segunda vitória consecutiva no circuito, garantindo quase 500 pontos de vantagem no ranking Júnior sobre os adversários. Outro grande destaque na disputa foi o catarinense de Florianópolis Ricardo Wendhausen, o Riquinho, vencedor da categoria mirim e terceiro colocado na Júnior.   Emerson Piai, de Praia Grande, também chegou às duas decisões, ficando em quarto lugar em ambas. Emerson Piai participou de duas finais e foi quarto lugar nas duas categorias. Foto: Paulo Kid. — Paulo Kid Na categoria Iniciantes, Leandro Santos, outro talento de Guarujá, foi o vencedor.   Na Estreantes, mais uma vitória para um surfista de fora do estado: Yan Guimarães, de Saquarema (RJ). E entre os pequenos surfistas da Petit, Sidney Guimarães, de Peruíbe, levou a melhor.   Na disputa por cidade (para atletas que chegam às semifinais e decisões), Guarujá deu um show, marcando 56 pontos, mais do que o triplo da arqui-rival, Ubatuba, com apenas 16.   Por pouco São Sebastião não rouba a posição dos surfistas de Ubatuba, terminando com 14. Peruíbe foi a grata surpresa, com 12, seguida de Praia Grande, com 8. Vale destacar que Mateus Toledo conseguiu um 9, melhor nota do evento. Foto: Ivan Storti/FMA Comunicação. — Ivan Storti/FMA Comunicação Florianópolis (SC) não entra na disputa, senão ficaria em quarto lugar, com 13 pontos. A mais tradicional competição do País para a formação de novos talentos do surf foi realizada com ondas de meio metro e boa formação, com a participação de 160 atletas de oito estados.   A primeira decisão a entrar no mar foi a da Grommets (até 12 anos). Competindo há três anos no Circuito Paulista, Yan festejou a vitória.   Ele saiu na frente e teve uma disputa com o líder do ranking, Miguel Pupo, de São Sebastião, segundo colocado.   O ubatubense Matheus Toledo, que garantiu a melhor nota do evento, um 9, durante a semifinal, terminou em terceiro lugar, seguido do guarujaense Wesley Moraes.    Leandro Santos foi campeão Iniciantes. Foto: Roberto Grandine. — Roberto Grandine Na seqüência foi a vez da disputa Iniciantes (até 14 anos). O guarujaense Fabrício Caraça começou liderando, mas no meio da bateria Leandro Santos virou o resultado e ainda garantiu a melhor onda da bateria, um 7,25.   Magno Pacheco, outro competidor de Guarujá, foi terceiro colocado e Bruno Marques, de São Vicente, completou o pódio.    Na Mirim (até 16 anos), Riquinho não deu chances. Logo no início marcou 6,75 pontos e não foi incomodado pelos rivais, que se alternavam na segunda colocação.   No final, ainda tirou um 8,75 (segunda melhor nota da competição), garantiu a melhor média do final de semana, 15,50, de 20 possíveis, deixando os outros três adversários Felipe Toledo foi segundo colocado na Petit. Foto: Ivan Storti / FMA Comunicações. em combinação, ou seja, precisando de uma onda valendo mais de 10 pontos para reverter o resultado.  Aos 15 anos Riquinho quer seguir os mesmos passos de outros três catarinenses que fizeram história no Circuito Paulista – Andreas Eduardo, campeão Júnior em 1996, Marco Polo, melhor na Júnior e Mirim em 97, e Gustavo Schilickmann, número 1 da Iniciantes ano passado.   “Vou para as outras duas etapas e quero brigar por bons resultados. Não vou deixar passar essa chance”, disse o surfista, que na final superou Emerson Silva e Caio Faria, ambos de Guarujá, e Emerson Piai.    Depois, foi a vez das promessas da Petit (limite de 10 anos). Primo de Thiago Guimarães, atual campeão da categoria, Sidney venceu de ponta a ponta. O ubatubense Felipe Toledo (irmão de Fabrício Caraça foi vice na Iniciantes. Foto: Paulo Kid. — Paulo Kid Matheus) ficou em segundo lugar, com Jessé Mendes, de Guarujá, terminando em terceiro e João Paulo Zampieri, de Búzios (RJ), na quarta colocação.   Fechando a etapa, foi a vez dos surfistas da Júnior (até 18 anos). Empolgado com a conquista da vaga para o ISA World Júnior, na África do Sul, em agosto, Júnior Faria começou em primeiro lugar e antes da metade da disputa abriu uma boa vantagem.   Mas Bruno Caraça, de Guarujá, estava em dia inspirado e recuperou terreno, chegando a ficar apenas a 35 centésimos de diferença. Júnior, então, garantiu uma nova onda, mas a diferença não aumentou tanto, ficando em 85 centésimos – 12,15 a 11,40 pontos. Riquinho e Piai, fazendo a segunda final do dia, terminaram em 3º e 4º lugares.     ## Estrutura do evento em Itanhaém 2003. Foto: Abdul Hadi/Gazeta do Litoral/ASPG. — Abdul Hadi/Gazeta do Litoral/ASPG Júnior por muito pouco não chegou também à decisão Mirim. Mas, na semifinal, teve um adversários ferrenho, justamente o irmão mais novo, Caio Faria. “Estou muito feliz em garantir esta nova vitória. Este circuito é muito importante e já revelou grandes nomes do surf brasileiro. Espero seguir o mesmo caminho. Agora, vou para o Mundial, na África, e espero manter esta boa fase. Na Mirim não deu para chegar à final, mas fiquei feliz pelo meu irmão”, disse o campeão de 16 anos, treinado pelo técnico Paulo Kid, atual número 14 do ranking mundial de longboard profissional.   Para incentivar o trabalho das associações de surf, a Federação Paulista criou um prêmio extra para a cidade de melhor desempenho no final do ranking. São somados os pontos de Pódio Junior. Foto: Abdul Hadi/Gazeta do Litoral/ASPG. — Abdul Hadi/Gazeta do Litoral/ASPG todos os atletas que chegam às semifinais e decisões. A melhor cidade no final do ano ganha um prêmio de R$ 1 mil.   As cidades-sedes também passam a ganhar 10% das inscrições para aplicar no trabalho de base. “A idéia é dar motivação. Queremos integrar todos os segmentos, associações, escolinhas, patrocinadores, pais, prefeituras, visando a revelação de novos talentos

Making of do Waves Indonésia

A Península e os picos principais: 1-Balanagan 2-Dreamland 3-Bingin 4-Impossibles 5- Padang 6-Uluwatu. Foto: Darcy. — Darcy Tenho recebido inúmeros e-mails de internautas interessados em saber detalhes do trabalho que faço no Waves Indonésia. As perguntas são várias, desde do tipo de equipamento para fotos, tipo de barquinho que uso, qual o motor, como venho pra cá, quanto custa etc. Vou tentar dar uma idéia geral de como funciona a coisa. Saio do Brasil no mês de maio, sempre via Europa, para ver um pouco do comércio europeu, tendo assim uma noção das tendências da moda para o próximo verão.  O carro carregado e pronto para mais um dia de surf. Foto: Darcy. — Darcy A parada seguinte é Singapura, onde visito amigos e tomo conhecimento das últimas novidades tecnológicas, que apesar de caras, gosto de saber como funcionam. Finalmente, meu destino, Ilha de Bali. Uso sempre a empresa KLM, pois participo do programa de milhagens Flying Dutchman para acumular milhas e ganhar upgrades ou free tickets. Para emissão da passagem, conto com a assessoria da Nivana Super Trips, que conhece tudo em termos de trips de surf.  Darcy e Fabi acham o melhor ângulo de Padang. Foto: Arquivo Pessoal. — Darcy Alugo uma casa no Bukit da Ilha, bem ao sul, perto das ondas e evito o transito de Kuta. Para fazer as fotos, uso uma câmera Sony Cybershot DSC-P1, com um case subaquático, amarrado em uma roupa Mormaii especialmente confeccionada para esta finalidade. A roupa tem uma pochete costurada na parte de trás, na altura da cintura, com um zíper grande que me permite tirar e colocar a câmera sem muita dificuldade, e que também me permite surfar com a câmera nas costas, sem prejudicar o meu rendimento nas ondas.   A inseparável tábua de marés. Foto: Darcy. — Darcy Uso sempre botinhas e capacete que me dão uma maior segurança no surf em cima das bancadas de coral. Quando saio de barco para fotografar, tento posiciona-lo o mais perto possível da bancada, sempre com uma margem de segurança para não ser atingido por uma série maior. Passo assim o comando para a minha partner Fabi, que fica alerta ao swell enquanto faço as fotos ou filmagens. Já passamos vários sufocos em busca daquela foto mais pertinho e com mais nitidez.  Tudo pronto para zarpar. Foto: Darcy. — Darcy O nosso barquinho aqui é um Quicksilver de apenas 3 metros, impulsionado por um motor Yamaha de 15hp. A saída com o barco é feita da baía de Jimbaram, e vamos sempre costeando, verificando as condições de cada um dos reefs da costa oeste da Península ao sul de Bali. A navegação é tranqüila, pois estamos sempre perto da costa e para nossa segurança não nos afastamos. É muito importante sempre saber as condições de maré para aquelas horas em que você  está no mar. A melhor época para curtir o surf aqui em Bali é de maio a outubro, sendo o mês de agosto sempre o mais crowd. Faço as atualizações do site sempre ao final do dia, quando a conexão permite. A conexão é via linha telefônica e ainda é meio precária. Nas horas de pique, melhor nem tentar. Muitos internautas perguntam quanto gasto para ficar aqui um dia. É muito difícil responder, já que cada um tem um padrão, mas encontra-se hospedagem aqui na beira do mar no cliff de Impossibles, perto de Bingin e Padang de até 10.000 rúpias (cerca de US$ 1,20) por dia, com banheiro comunitário. Já um bangalô, estilo balinês, não sai por menos de US$ 20 por dia. O aluguel de uma moto sai por 20.000 rúpias (US$ 2,40) e de um jipinho cerca de 80.000 rúpias (US$ 10). Bom mesmo é encher o tanque de gasolina, já que um litro custa 1.800 rúpias, cerca de US$ 0,22, ou seja, em torno de R$ 0,66 por litro.  É sempre um prazer encher o tanque e gastar pouca grana para rodar muito. Links úteis www.klm.com.brwww.nivana.com.brwww.mormaii.com.br