Resultados do 1º Festival Sebastianense SUP Racing

Vencedores da Open Racing: Paulo Souza, Marcelo Dias e Alemão de Maresias. Foto: divulgação Em comemoração dos 376 anos de emancipação político-administrativa de São Sebastião, em 16 de março, a Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes aconteceu no último sábado, dia 17 na Praia Grande, o 1º Festival Sebastianense SUP Racing que reuniu cerca de 40 competidores. Resultados: Categoria Máster Fun Race (acima de 40 anos) 1º José Ricardo dos Reis Silva 2º Ivan Nóbrega 3º Silvio Fernandes Aguiar Categoria Open Fun Race 1º Flávio Antonio Souza 2º Giuliano dos Santos 3º Laudivam Vieira Categoria Feminino Fun Race 1º Andréa Carvalho Categoria Máster Racing (acima de 40 anos) 1º Alemão de Maresias 2º Fábio Chat 3º Alfredo Mariano Bricks Categoria Open Racing 1º Marcelo Dias 2º Paulo Henrique de Souza 3º Alemão de Maresias Categoria Feminino Racing 1º Luciana Muller 2º Bia Bello Categoria Mirim Racing (até 14 anos) 1º Flávio Logan 2º Isadora Morais 3º Iasmim Moraes da Silva GALERIA DE IMAGENS
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SUP Entrevista: Nicole Pacelli

Nicole Pacelli mostrou muita atitude e técnica durante Sunset Beach Pro Trials em um mar de responsa. Foto: Hank Photos No início deste ano, a jovem paulista, local do Guarujá, Nicoli Pacelli, fez história ao conquistar a primeira colocação do Wahine Showdown, campeonato de SUP wave só para mulheres, organizado pela Waterman League, durante abertura do Stand Up World Tour, no Havaí. Em uma final só com havaianas, Nicole fez bonito e colocou a bandeira do Brasil no lugar mais alto do pódio. Mas ela queria mais, e se jogou em um mar cavernoso com ondas em torno dos dez pés havaianos em Sunset Beach, durante a primeira etapa do Stand Up World Tour. Única mulher no evento, Nicole foi varrida por uma série durante a bateria, perdeu tempo precioso e só conseguiu surfar uma onda, mesmo assim, terminou na terceira colocação, saindo aplaudida da água. Filha de Jorge Pacelli, um dos maiores big riders do Brasil, e da bodyboarder Flavia Boturão, Nicole conta na entrevista abaixo, um pouco sobre a influência de seus pais em seu surfe, a experiência de encarar a temida onda de Jaws, a paixão pelo Stand Up Paddle e o gosto por watersports. Confira! SUP ENTREVISTA – NICOLE PACELLI Por Luciano Meneghello SUPCLUB – Há quanto tempo você pratica SUP wave? Como foi o seu início no esporte? Nicole – Eu comecei a surfar de SUP há uns três anos mais ou menos. Comecei por causa do meu pai, ele fabricou uma das primeiras pranchas de SUP do Brasil, ai eu comecei a surfar. Depois de um tempo eu percebi que dava pra cair de SUP em mares grandes também e me apaixonei de vez! (risos) Comecei a surfar muito mais de SUP do que de pranchinha. SUPCLUB – Por falar em “início”, você desde muito cedo tem esse contato com esportes com prancha, certo? Quais outros ‘boardsports’ você pratica? Nicole – Sim! Nem me lembro da primeira vez que subi numa prancha, meus pais desde muito pequena me levavam para surfar. Eu amo estar no mar, não importa como. Eu surfo de pranchinha, de tow in e de SUP. Fazendo funcionar sua nova 7’8″. Foto: Sebastian Rojas SUPCLUB – De onde vem a sua disposição para encarar ondas grandes? Seu pai te direcionou para esse caminho ou as coisas aconteceram naturalmente? Nicole – Meu pai sempre me ensinou muita coisa. Se hoje eu surfo em uns mares grandes, confiante em mim mesma, foi gracas a ele. Desde pequena ele me leva para surfar em mares grandes. Caia em Maresias grande; saia de barco com ele nuns mares gigantes! Ai fui me acostumando… Ele sempre estava calmo e me passando muita confiança, mesmo quando alguma coisa saia errada! Acho que foi assim que eu aprendi a ficar calma, confiante, mesmo em situações difíceis. Além disso, meu pai tem muita experiência no surf, principalmente de ondas grandes. Por isso eu sigo as coisas que ele fala. Agora, eu já tenho as minhas experiências também, surfei mares pesados essa temporada e sozinha. Foi muito importante pra mim para evoluir, confiar em mim mesma. Mas eu ainda tenho muita coisa para melhorar, mas já é um começo. Nicole bota pra baixo em jaws. Foto: Jimmie Hepp SUPCLUB – Como foi a experiência de surfar Jaws na companhia do seu pai e sua irmã? Nicole – Foi demais! Com certeza será uma coisa que a gente vai lembrar a vida inteira. Principalmente porque meu pai sempre contava várias histórias de Jaws, então era uma onda que a gente sempre ficava imaginando, pensando se algum dia a gente ia surfar ali. Mas quando a gente chegou no canal, eu percebi que aquela onda era diferente de qualquer coisa que eu ja tinha imaginado. Não sei se era pela forca, pela velocidade, pelo jeito que ela entra na bancada, realmente eu não sei, mas era impressionante! Meu pai que puxou a gente! O que foi muito bom porque me deixou confiante. SUPCLUB – Voltando ao SUP, qual prancha você está usando? Nicole – Peguei um Sup novo semana passada! 7’8 Pacelli Model, Gzero Tech e shape do Neco Carbone. SUPCLUB – Que tipo de manobras você gosta de executar no SUP? Nicole – Batida, cut, rasgada, mas eu sei que eu tenho que evoluir bastante ainda! Nicole entre a irmã Alana (à esquerda) e o pai Jorge Pacelli. Foto: arquivo pessoal SUPCLUB – Quais são suas influências no SUP? Nicole – Meu pai me dá vários conselhos quando a gente surfa junto de SUP. Essa temporada no Hawaii me ajudou a evoluir muito também, minha base em ondas grandes melhorou muito! Além disso, lá eu surfava direto com o Yuri Daberkow e com o Caio e o Ian Vaz. Eles me ajudaram muito também, principalmente o Yuri, porque a gente surfava junto todos os dias e ele me dava várias dicas de como melhorar. SUPCLUB – Como foi vencer a etapa do mundial no Hawaii, no início desse ano? Nicole – Eu fiquei feliz demais! Foi muito bom pra me dar confianca, porque eu ganhei um campeonato no Hawaii e em uma final só com havaianas! O mar estava bem difícil e ventando, mas eu consegui pegar uma onda que fez a diferença. Foi um grande presente para começar o ano bem! SUPCLUB – E a etapa de Sunset, como foi a reação dos homens quando você pegou a lycra de competição? Tinha mais alguma menina na competição? Nicole – Eu era a unica menina! Eu tinha surfado mais cedo naquele dia, e a maioria dos caras me viu na agua, mas certeza que eles não acharam que eu ia correr o campeonato, porque o mar estava pesado, tudo torto e uma correnteza absurda. Na hora de entar na bateria eu fiquei meio em duvida se ia ou não, mas ai meus amigos e meu pai me deram a maior força pra eu entrar, porque eu estava surfando Sunset direto nessa temporada e eu sempre era a única menina dentro do mar. Ai eu entrei.
Futuro da Bahia

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