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Dobradinha brazuca

Nos minutos finais, o catarinense Willian Cardoso faturou a final do tradicional Surfest Newcastle, na Austrália, em cima do ubatubense Filipe Toledo.

Outro paulista, Hizunomê Bettero também surfou bem no último dia e dividiu o terceiro lugar com norte-americano Gabe Kling. Uma interferência de Filipe no início da final decidiu o título, pois assim ele só somaria uma nota, contra duas do adversário.

Filipe começou na frente com 6,33 na primeira onda e na segunda acertou de novo o “backside air-reverse” que arrancou o único 10 do campeonato na semifinal.

Só que Willian pegou a onda antes dele, tinha a prioridade de escolha e a penalidade foi marcada. Com isso, Filipe perdeu a nota 7,87 que tinha recebido e só ficou com a 6,33.

Mesmo assim, permaneceu na frente durante quase toda a bateria, pois Willian não conseguia achar boas ondas para entrar na disputa.

Filipe ainda pegou uma esquerda a sete minutos do fim e arriscou a manobra nota 10 mais uma vez, acertou e ganhou 9,5 em outro aéreo reverse “no hands” de backside para aumentar a vantagem para 6,34 pontos.

Três minutos depois, Willian finalmente achou uma onda com parede para encaixar três manobras fortes de backside com velocidade e receber nota 7,43. Com ela, atingiu 10,60 pontos impossíveis de serem alcançados por Filipe.

“Eu estava aqui quando o Adriano (de Souza) venceu em 2008, o Neco (Padaratz em 2006). Foi uma bateria difícil e eu estava muito, muito nervoso. Quando o Filipe (Toledo) fez a interferência, eu só precisava de uma nota pequena. Só caía, pois as ondas fechavam logo. Mas, no final ela veio e com a nota 7 e pouco eu sabia que tinha ganhado”.

“Eu não vi como interferência, é decepcionante, mas estou feliz também pelo segundo lugar em uma final brasileira”, disse Filipe Toledo. “Foi um bom resultado para a temporada e espero conseguir outros neste ano nas etapas que eu puder competir. Eu realmente gosto de fazer os aéreos, tenho treinado muito essa manobra e é trabalhando que a gente consegue”.

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