Júlia Duarte no topo

Júlia Duarte avança à final em Itamambuca (SP) e garante o título antecipado do Circuito Brasileiro Feminino na categoria Pro Júnior.

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Júlia Duarte assegura o título brasileiro para atletas de até 18 anos.

O primeiro dia da final do Circuito Brasileiro de Surf Feminino em Ubatuba (SP) foi recheado de grandes momentos. A competição teve início nesta sexta-feira (18) na Praia de Itamambuca, com destaque para as surfistas profissionais. Na nova geração, a carioca Júlia Duarte garantiu o título nacional Pro Júnior, para atletas com até 18 anos de idade e validado pela Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp).

Outros dois grandes nomes foram a experiente Suelen Naraísa, que surfando em casa garantiu a maior nota, 9.17, e a argentina Josefine Ane, dona das melhores performances na categoria Pro-Adulto. O evento segue até domingo e também definirá a campeã brasileira profissional adulta. A grande favorita é Camila Cássia, que compete em casa e estreia neste sábado logo cedo.

Na Pro Júnior, Júlia Duarte assegurou o novo título ao se classificar para a final. Dessa forma, as rivais não podem mais alcançá-la na pontuação final, nem mesmo a conterrânea e amiga Mariana Areno, que também está na decisão da categoria. Julinha venceu a etapa inicial, foi vice na segunda etapa e terá, no mínimo, o quarto lugar. Também estão na final a revelação Laura Raup, de Florianópolis, e Bruna Carderelli, de São Sebastião.

Bicampeã brasileira, Suelen Naraísa supera lesão no tornozelo e anota 9.17 em Itamambuca.

“Estou muito feliz. Estava muito empolgada para ganhar a bike elétrica (prêmio). Ano passado eu perdi o título no último minuto (para Tainá Hinckel) e agora deu tudo certo. Essa conquista representa muito, porque fui campeã pela CBSurf e agora pela Abrasp também”, vibra a surfista que ainda pode erguer mais três troféus nesta temporada. “Tem o Carioca, o ISA Junior Championship, na Califórnia, que estou indo agora, e o sul-americano Pro Júnior”, conta a surfista de apenas 16 anos.

Já na Pro Adulto, que tem presença internacional, a argentina Josefina Ane comandou a festa, com as duas melhores médias até agora. A atleta que já venceu até etapa de QS no Circuito Mundial, fez 14.33 pontos na primeira fase e 13.44 no round seguinte, onde dividiu a classificação para as quartas de final com Suelen Naraísa.

A bicampeã brasileira ficou emocionada ao garantir a melhor nota até o momento. Além de ser a inspiração para a criação desse evento exclusivo para mulheres, pelo seu irmão Wiggolly Dantas, de ajudar em toda a organização nesses cinco anos, ela compete “em casa”, onde surfa desde criança. Além disso, é a atleta mais experiente entre todas, aos 35 anos e se recupera de uma lesão no tornozelo.

Argentina Josefina Ane comanda as ações entre as profissionais.

Ao sair do mar, Suelen teve de ser amparada, por queda de pressão, talvez consequência de toda a emoção. “Estou até emocionada, porque foi um ano difícil, cheia de lesões (pausa para choro). Tudo o que eu queria era estar aqui em casa competindo e me divertindo, porque competir aqui em Itamambuca é gratidão pela vida que tive no surfe. Esse evento, a união da nossa família para realizar é o agradecimento por tudo que o surfe nos deu”, falou.

“Competir em Itamambuca, onde aprendi a surfar, cresci e tive grandes vitórias é realmente gratificante. Na outra etapa eu não pude competir, devido a uma lesão no tornozelo, mas participei dando as aulas de surfe para a criançada como parte do evento. Tudo o que mais queria era estar aqui, me divertindo com minhas amigas, minhas atletas, porque hoje já não tenho mais o foco da competição, mas trabalhando como coach de surfe”, reforçou.

Apesar de falar que não tem mais o foco em disputas, a veia competidora acaba falando mais alto como ela mesmo admite. “Quando piso na beira d’água eu peço proteção e que venham as ondas boas para conseguir mostrar o meu surfe, porque mais do que ninguém eu conheço essa onda”, complementou Suelen.

Ainda nesta sexta-feira entraram no mar as atletas da Sub 14 e Sub 16. Laura Raupp, que já está na final Pro Júnior, também avançou nas duas categorias e ainda teve a melhor média na Sub 16. Já na Sub14, a melhor atuação foi de Nairê Marquez, que na etapa anterior venceu as duas faixas etárias.

Em paralelo às disputas, o Circuito Brasileiro de Surf Feminino conta com várias ações, como aulas de surfe para o público, atividades para as crianças e palestras socioeducativas. Neste sábado, a competição começa às 8 horas com as quartas de final Pro Adulto. Também entrarão no mar a Sub 10, Sub 12, Sub 14, Sub 16 e a Longboard. O domingo terá início 8:30 horas com a final dos pranchões. Depois a decisão da Sub 10, a semifinal da Pro Adulto e na sequência, só decisões. A premiação está marcada para meio-dia.

Idealizado pelo surfista Wiggolly Dantas, o Circuito Brasileiro de Surf Feminino em Ubatuba é resultado de convênio firmado entre a União, por intermédio da Secretaria Especial do Esporte, do Ministério da Cidadania e a Prefeitura Municipal de Ubatuba. Patrocínio: Wizard by Pearson, Radical Times, Ubadesklimp e Ubasurf Motors. Apoio: Banana Wax, Padaria Itamambuca, Gangster e Quiosque Tia Albertina, Dantas e ONG Esmeralda. Colaboração: Fisioterapia Sérgio Neri, Pono Beachwear, Gigi Watery, Silva Indaiá Supermercado, Floricultura Rosa de Sarom, Pizzaria São Paulo, Lazybbag, EaD Unitau, Byrne e Firma. Divulgação: Waves e FMA Notícias. Supervisão técnica da Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp), Federação Paulista de Surf e Associação Ubatuba de Surf (AUS).