Pororocas atípicas

Pororocas do Pará e Maranhão proporcionam excelentes condições nesta temporada.

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Pororoca do Rio Mearim (MA) fez a cabeça dos surfistas nas últimas semanas.

Nas últimas semanas, os litorais Norte e Nordeste do Brasil têm recebido ondulações que definitivamente entraram para a história. Contudo, não foram somente as ondas salgadas que fizeram a alegria dos surfistas.

As pororocas também têm apresentado excelentes condições para a prática do surfe em água doce e a Abraspo (Associação Brasileira de Surf na Pororoca) tem aproveitado a temporada para promover incursões ao fenômeno.

Um ano atípico Única entidade com Chancela da CBS (Confederação Brasileira de Surf) autorizada a realizar operações oficiais na pororoca, a Abraspo tem tido um ano bem movimentado.

A primeira operação de sucesso foi em fevereiro, na Circunavegação do Arquipélago do Marajó (PA), quando toda diretoria da entidade se reuniu para dar suporte à gravação de um documentário que será exibido pela gigante da comunicação mundial, BBC de Londres.

O objetivo do documentário era simplesmente mostrar como a pororoca influencia a vida dos ribeirinhos, tanto os surfistas, quanto os moradores locais das regiões onde o fenômeno ocorre. Mas, o que aconteceu, nem mesmo o mais experiente surfista de pororoca brasileiro, Noélio Sobrinho, esperava.

Expedição organizada pela Abraspo na pororoca do Rio Mearim.

“Quando vi a onda surgindo no primeiro dia da operação, durante o mapeamento das bancadas, já deu pra ver o potencial do Canal do Perigoso, no Arquipélago do Marajó. Mas foi no dia seguinte que pudemos constatar que havíamos acertado na mosca e estávamos diante da melhor pororoca que já vimos desde a extinção da onda do Rio Araguari, no Amapá”, afirma Sobrinho.

“Nesse dia uma das seções que surfamos proporcionou uma onda que durou mais de 30 minutos com paredes longas e demoradas. Foi a onda mais longa que eu já surfei em muito tempo. Ali, percebemos que estávamos diante de uma força descomunal da natureza com potencial para a realização de campeonatos brasileiros, quebra de recordes mundiais e muito mais”, declara o dirigente.

E as pororocas continuaram quebrando muito boas, naturalmente, sempre nas luas Nova e Cheia. Depois do Marajó, a Abraspo assessorou uma expedição com surfistas australianos às ondas do Rio Mearim, localizado no município de Arari, no Maranhão, onde mais uma vez pôde constatar a qualidade das ondas deste ano.

Jerônimo Minhoca e João Guilherme, de apenas 12 anos, dividem a seção.

As próximas expedições devem acontecer em abril. Entre os dias 30 de março e 1 de abril, a Abraspo realizará o 20º Surf na Pororoca e o 18º Festival da Pororoca, em São Domingos do Capim (PA).

Após a operação em São Domingos, a equipe da entidade pega a estrada e vai para a Pororoca do Rio Mearim, na mesma lua cheia, surfar a que promete ser uma das melhores pororocas do ano, pois o rio já atingiu seu nível máximo e as marés ainda estão bem altas.

Para mais informações sobre as expedições, entre em contato pelo telefone (091) 9.8166.7005 ou envie mensagem para noeliopororoca@hotmail.com.

Serviço

20º Surf na Pororoca e 18º Festival da Pororoca
Local: São Domingos do Capim (PA)
Data: 30 de março a primeiro de abril.

Surf na Pororoca do Rio Mearim
Local: Município de Arari (MA)
Data: 2 a 5 de abril