As ondas mais raras

Com mais de 7 mil quilômetros de extensão, o Brasil possui um litoral rico em ondas que só quebram em condições especiais. Confira a lista com seis delas.

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Reprodução
De tempos em tempos, essa onda costuma despertar no litoral paulista.

Com mais de 7 mil quilômetros de extensão, o litoral brasileiro possui uma imensa variedade de ondas. Beach breaks são a maioria, claro, mas lajes, bancadas com fundo de pedra e coral, além de saídas de rio, também fazem do país um local de águas heterogêneas.

O surfe por aqui também tem ondas que só quebram em condições especiais. Seja por causa de uma ondulação gigante, tempestades, direção de swell/vento ou outra combinação de fatores que faz estes locais despertarem – nem que seja por apenas alguns minutos.

Na lista abaixo, separamos seis picos que só quebram em condições singulares pela costa brasileira. Você se lembra de mais algum? Se sim, comente no fórum abaixo.

Nova pororoca (AP)

Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Ramon Navarro desbrava nova pororoca no Rio Amazonas.

Se a saudosa onda do Rio Araguari (AP) não existe mais devido à ação do homem – como a construção de hidrelétricas e a criação de búfalos às margens do rio –, em 2017, Serginho Laus e o chileno Ramon Navarro desbravaram uma nova onda de água doce na floresta amazônica.

A natureza do local foi capaz de surpreender mais uma vez e mostrar a sua força, levando a famosa onda para outro lugar bastante especial: o Rio Amazonas. O local e as condições ideais para esta pororoca não foram revelados. O que se sabe é que a jornada para chegar até ela é longa, pelo menos 15 horas de barco saindo de Macapá.

Baixio, Bertioga (SP)

O Baixio, em Bertioga (SP), é uma onda rara de quebrar. Mas quando as condições ficam extremas em outros picos da região, o local proporciona extensas paredes e longos drops. É claro que a direção do swell e de vento precisam estar bem alinhadas, como no swell acima, em agosto de 2017, quando esta maravilha foi registrada pela última vez.

Governador Valadares (MG)
 

Quem disse que não há ondas em Minas Gerais? Elas só não precisam ser necessariamente salgadas. Quando a chuva aperta em Governador Valadares, região do Vale do Rio Doce, interior do estado, uma galera aproveita a enchente do Rio Doce para realizar uma queda inusitada. Detritos, correnteza e poluição fazem desta sessão ainda mais adrenalizante.

Praia do Porto, Fernando de Noronha (PE)

Quando uma ondulação grande atinge o arquipélago de Fernando de Noronha (PE), as primeiras ondas que vêm à cabeça são Cacimba do Padre, Boldró, praia do Bode, dentre outras… Mas, e quando o swell é grande demais para esses picos? Aí a praia do Porto se torna uma das poucas ondas surfáveis na região.

Havaizinho, Ilhéus (BA)

As raras esquerdas do Havaizinho já fizeram a cabeça de muita gente em Ilhéus.

O estado da Bahia possui muitas riquezas naturais, e o surfe é uma delas. Em Ilhéus, região cercada de boas ondas, o Havaizinho talvez seja o pico menos constante, mas quando as condições certas se encaixam, o que é algo raro, com certeza ele se torna uma das ondas mais perfeitas da área.

Ilha do Maracujá (SP)

Ilha do Maracujá foi o apelido dado pela galera local para preservar o nome do local desta joia no litoral norte paulista, que só quebra em condições bem raras. Muita gente sabe onde ela fica, mas quem já surfou no local não revela o seu nome para ninguém.

Enseada de Botafogo, Rio de Janeiro (RJ)

Outra onda que só dá as caras quando uma grande ressaca atinge em cheio a cidade do Rio de Janeiro (RJ). A vantagem da Enseada do Botafogo é que o surfe por ali pode ter vista para dois dos principais cartões postais do Rio: Pão de Açúcar e Cristo Redentor.