Guga Arruda

Primeiro e último swell

Guga Arruda faz pit stop em Trestles, Califórnia (EUA), antes de entrar em quarentena no Brasil.

No retorno da minha temporada havaiana, início de março, fiz um pit stop na Califórnia (EUA) por causa de uma boa previsão de sul, a primeira do ano. As ondulações de sul são predominantes no verão do Hemisfério Norte e é a melhor direção para Lowers Trestles, minha onda preferida na Califa.

Surfei por dois dias, mas acabei fazendo esse vídeo em apenas uma das quedas. Essa é uma onda muito fácil de surfar, as direitas estavam longas e perfeitas, enquanto a esquerda, mais curta, proporcionava uma ou duas manobras fortes, boa para aéreos e giros. Foi o último surfe de qualidade antes de vir para o Brasil e entrar em quarentena.

Tenho acompanhado as notícias e a galera segue surfando por lá, o que tem gerado muita polêmica, até porque em alguns outros lugares da Califa o surfe está proibido e controlado com repressão policial. Muitos surfistas têm se manifestado nas redes sociais, tanto a favor da liberação quanto da proibição do surfe durante a pandemia.

No Havaí o surfe está liberado, mas aqui em Floripa – e creio que em toda a costa brasileira – está proibido. O que é certo ou errado, não me arrisco a dizer porque não tenho conhecimento para tal e, apesar da vontade de surfar, creio que há coisas mais importantes do que os nossos desejos nesse momento.

O grande desafio da humanidade é abrir mão do individual pelo coletivo, sendo assim, como a maioria, fico aguardando as noticias e o desenrolar deste novo momento novo para todos, inclusive para cientistas e profissionais de saúde. Acredito que pode ser uma oportunidade de autoconhecimento e evolução para todos e que há sempre uma luz no fim do tubo.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.