Ano sabático

Chloé dá um tempo

Longboarder brasileira Chloé Calmon abandona competições para se reestruturar emocionalmente.

Chloé Calmon é uma figura proeminente no Longboard World Tour, frequentemente terminando perto do topo dos rankings ao longo dos últimos 14 anos. Recentemente, ela decidiu tirar um ano de folga.

“No final do ano passado, eu estava exausta emocional e fisicamente”, revela Chloé. “Estava sendo muito dura comigo mesma e a pressão era toda interna. Eu sou minha pior inimiga.”

Após a temporada, Chloé sentiu a necessidade de um tempo para relaxar e ficou três meses sem surfar. Na véspera de Ano Novo, ouvir os amigos de seu pai conversarem sobre a paixão pelo surfe a inspirou, mas também a fez perceber que, se continuasse no mesmo caminho, poderia desistir do surfe.

Este ano, a discussão sobre saúde mental de atletas de elite chegou ao surfe. Filipe Toledo e Steph Gilmore anunciaram pausas para cuidar de sua saúde mental. “Isso foi um grande incentivo para mim,” diz Chloé. “Se os grandes podem fazer isso, eu também posso.”

Na primeira metade do ano, Chloé fez viagens de surfe apenas por diversão. Competir estava limitando seu surfe, especialmente com eventos em direitas. Este ano, ela se dedicou a surfar esquerdas e a explorar novas pranchas, como uma twin fin 7’2″.

“Não lembro da última vez que fiz uma viagem 100% de surfe antes de Bali. Tem sido maravilhoso surfar apenas pelo prazer de surfar,” diz Chloé. “Estou redescobrindo o verdadeiro significado do surfe na minha vida, abraçando a alegria e a conexão com o oceano. Quero competir novamente, mas só voltarei quando me sentir totalmente preparada.”

Fonte Surfer

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)