Leitura de Onda

Fui pegar onda

Depois de 15 temporadas, colunista Tulio Brandão decide tirar período sabático.

Eu poderia dizer que fui pegar onda, o que seria um remédio e tanto para o coração, mas não é por isso que decidi por um sabático de colunas no Waves. A sobrecarga de trabalho longe do surfe, a missão da família e uma pá de outros compromissos vêm afetando decisivamente minha capacidade de entregar, a cada etapa, um escrito.

Foram quase 400 textos apenas na segunda fase de trabalho com o site, entre 2010 e 2024 (15 temporadas). As palavras passaram por todas as fases – do domínio franco de Slater até o reinado quase absoluto de Gabriel, Filipe, Italo e Adriano na última década, entremeado pelo brilho persistente de John John.

Eu me diverti. Enquanto não volto para o Waves, seguirei dando pitacos e patacadas eventuais sobre insignificâncias na minha página do Instagram (@tulbrandao) e, quando me convidarem, em programas de amigos analistas e jornalistas.

Deixo um agradecimento especial aos amigos do fórum de leitores, que nesses anos todos de coluna bateram no liquidificador cada frase de meus textos, numa troca incrivelmente positiva. O diálogo de ideias ali dentro produziu certamente análises melhores e mais aprofundadas de todos nós.

Minha reverência, ainda, aos diversos jornalistas do site que me apoiaram, por tanto tempo, de todas as maneiras – em especial a Alceu Toledo Junior, o Juninho, um dos fundadores do site, que me fez o convite no início deste século, e a Fernando Iesca, jornalista e gestor que agora tem a missão de apontar o Waves para o futuro.

Torço para conseguir surfar com mais frequência. Desejo o mesmo a todos vocês.

Até breve. Forte abraço em todos,

@tulbrandao

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)