
Yuri Soledade, 28, baiano radicado em Maui, é hoje um dos mais bem-sucedidos empresários do setor de alimentação em Maui.
O restaurante dele, o Fish Market, localizado na esquina principal do centro comercial de Paia, Maui, fatura cerca de US$ 2 milhões por ano.
Além de estar se dando bem nos negócios, Yuri é um dos melhores surfistas nascidos no Norte do Brasil e anda arrepiando as esquerdas de Jaws, mostrando tudo o que o baiano tem.
Nessa entrevista exclusiva concedida em seu restaurante, ele conta como chegou ao Hawaii e se transformou em um dos líderes do ramo alimentício na Ilha.

Conta como você veio parar no Hawaii.
Eu participava de campeonatos profissionais no Brasil, mas foi em um evento amador que eu ganhei uma passagem para a California. Meu tio Paulo Magulo já morava no Hawaii e me convidou para passar um tempo aqui.
Quando foi isso?
Em 1994. Só que eu cheguei no fim do inverno e tive que ficar o ano inteiro aqui para poder desfrutar de todo o inverno no ano seguinte.
E como decidiu de morar aqui?
Foi no mesmo ano. Quando me deparei com essas ondas alucinantes, não quis mais ir embora. Eu também conheci uma americana com quem fiquei casado por quase cinco
anos. Desse modo, fui ficando até hoje.

Você agora é casado com uma brasileira.
Sou. A Maria já morava aqui também. Estamos juntos há alguns anos e já temos dois filhos, uma menina e um menino.
Quais foram os primeiros empregos?
Eu comecei no Fish Market mesmo. Eu lavava pratos e depois de um tempo passei para o caixa. Na seqüência, fui para a gerência. E hoje sou um dos três sócios. Tenho duas sócias que também moram em Maui.
E fica lotado desse jeito o ano inteiro?
O movimento, gracas a Deus, é sempre forte.
Quanto você fatura por ano?
Cerca de US$ 2 milhões.

A especialidade de casa é peixe?
Os principais pratos são de peixe, mas como você sabe, temos ótimos spaghettis, carne e frango também.
E o gosto para as ondas grandes, especialmente o tow-in, pegou quando?
Olha, nos últimos dois anos é que estou levando mais a sério. Mas ja faz uns cinco que eu faço.
Quais outros esportes você pratica?
Canoagem, kitesurf, surf, tow-in, um pouco de cada, dependendo das condições.
Você também sempre ajuda na organização da Tow-In World Cup. O que você faz exatamente?
Eu ajudo nos bastidores do evento, cuido da sala VIP, entre outras funções.
Eu sempre vejo uma galera do Brasil que você dá uma força e ajuda nos trampos. Quem já passou por suas mãos?
(risos) Daniel Hardman, Leonardo Oliveira, Danilo Couto, o Marcio Freire aqui ao lado. É maneiro estar ao lado dos amigos. Também tem mais uma boa galera que não estou recordando agora.
Você pretende voltar ao Brasil?
Saudades é o que não falta. Olha, quem sabe daqui a alguns anos. Na verdade, eu gostaria de conseguir controlar a minha vida no futuro para passar metade do ano aqui e a outra metade no Brasil.