
Neste ano completei 15 anos de bodyboard. Foram 15 anos de paixão pelo esporte, luta, auto-superação, garra e dedicação.
Passei por todos os tipos de situação que um ser humano pode passar: perigo, alegria, medo, emoção, raiva, fome, humilhação e sucesso. Esta última é a palavra que mais descreve a minha jornada. Apesar de serem 15 anos de estrada, eu sinto que está apenas começando…
Um dia me perguntaram: “Afinal, você abandonou faculdade, abandonou empregos e passou anos vivendo para o bodyboarding. O que você ganhou com isto?”
Minha resposta foi: Tudo! O bodyboard foi a minha faculdade. Foi onde aprendi computação, inglês, marketing, todos os tipos de comunicação (verbal, escrita e visual), comportamento, postura, ética e moral. Aprendi a desenvolver projetos, a falar com empresários e a ter bom senso. Aprendi a falar em público e principalmente, aprendi a hora de ficar quieta.

Aprendi a valorizar os amigos de verdade e diferenciar competição de amizade. Aprendi a ser cruel dentro da competição e isto me deu garra e confiança.
Graças ao bodyboard, eu sei nadar, malhar, correr e tenho jogo de cintura. Sou mais forte fisicamente, mais perseverante e disciplinada mentalmente.
Agora eu é que pergunto: “Qual é a faculdade que ensina todas estas coisas em um só curso?”.
O mais interessante de tudo é que o bodyboard me levou à profissão que mais amo e que passei anos tentando achar, que é ser instrutora de Swásthya Yôga. Aconteceu quando, mais uma vez, eu estava buscando ajuda para melhorar a minha performance e tinha escutado relatos de atletas que conseguiram isto praticando Yôga. Além de melhorar a performance, descobri aquilo que eu realmente queria da minha vida.
Para mim, o melhor momento da competição deixou de ser aquele “do pódio” para ser aquele outro, “da galera fazendo minha aula na beira da praia”… é outra adrenalina! E o mais gostoso é que eu continuo indo bem nos campeonatos, por prazer e não por obrigação.

O Swásthya Yôga proporciona muitos benefícios e é isso o que atrai a maioria das pessoas. Mas ele é muito mais rico que isto, é qualidade de vida pura.
É uma filosofia lindíssima, antiga e autêntica. Os atletas de esportes radicais que procuram este tipo de Yôga, estão atrás de auto-conhecimento e auto-superação, que são as principais propostas do Swásthya Yôga. Como conseqüência natural, o praticante se beneficia fisicamente.
Outra deturpação é achar que têm algo haver com ginástica, esoterismo, hipnose, espiritismo ou com tratamentos terapêuticos. Para o comércio isto é satisfatório, porém é uma visão estereotipada e falsa. Naturalmente, a faixa de idade se estabilizou entre os 16 e 50 anos, embora hajam praticantes abaixo e acima desta faixa. O público também é, na maioria, o masculino.
Qual a influência do Swásthya Yoga nas competições esportivas?

Uma das principais observações com relação às competições é o preparo emocional do atleta. Existem atletas que treinam incansavelmente para as competições, porém, ao chegar no evento, perdem para eles mesmos, ou seja, a mente não estava preparada, deixando que o sistema nervoso atuasse e dominasse a sua capacidade de demonstrar o que sabiam fazer.
Este tipo de nervosismo faz com que a respiração acelere, mesmo o corpo estando em repouso. Normalmente as pessoas ficam ofegantes diante de um grande susto, raiva ou nervosismo.
As competições são a maior prova disto. Antes mesmo que o atleta comece o seu trabalho, o coração já está acelerado, a musculatura pré-intoxicada e o corpo cheio de adrenalina. O resultado disto é uma grande perda de energia e uma queda de rendimento, só por nervosismo e stress. Tudo isto ocasionado por falta de controle emocional.
O mais comum é o atleta terminar a competição com uma distensão ocasionada pelo fato de estar tenso demais e com a musculatura muito contraída. As técnicas do Swásthya Yôga trabalham o auto-conhecimento, a auto-superação através de uma dinâmica consciência corporal. Adquire-se controle físico e emocional, controle da ansiedade e maior capacidade respiratória.
Os esportes radicais exigem raciocínio rápido, coragem, determinação, consciência corporal e muita harmonização para encontrar a sintonia com a atitude. É necessário harmonia para escutar a natureza, interiorização para extrapolar limites, calma para enfrentar perigos e autoconhecimento para tomar decisões em segundos.
Procurei todas estas coisas com preparadores físicos, psicólogos esportivos e, até mesmo, artifícios químicos que achava que auxiliavam na introspecção e na concentração. Não consegui encontrar o que queria.
Encontrei no Swásthya Yôga muito mais do que esperava. Encontrei um novo estilo de vida, um novo tipo de comportamento, uma outra visão, outro motivo para viver.