Durante a coletiva de imprensa do Billabong Pro Teen Peru, realizada na última quinta-feira, um grupo de garotos brincava, fazia piada e se divertia como qualquer criança faz na adolescência.

 

O encarregado de segurar a onda dessa molecada é o experiente Zé Paulo, ex-atleta profissional e chefe de equipe da Billabong Brasil, que acompanha a equipe Junior da marca na competição.

 

Eles são apenas uma parte do contingente brasileiro que disputa entre 29 de setembro e 1o de outubro a segunda seletiva para o Mundial Pro Junior, em Señoritas, litoral peruano.

 

Nesta entrevista Zé Paulo fala sobre a expectativa para o evento e um pouco do caminho percorrido desde a época em que era competidor, passando pelos anos em que viveu na Indonésia até os dias de hoje, em que chefia uma das melhores equipes do continente.

 

Como você relaciona a época em que morava num barco na Indonésia com a atualidade, cuidado de alguns dos melhores atletas Juniors do Brasil?

 

Foi uma mudança muito grande, uma evolução na minha vida. O que eu mais gosto e acho mais importante é passar para eles toda a experiência e as oportunidades que eu tive nessa trajetória, para que eles saibam como é importante aproveitar essas oportunidades.

 

Como foi essa transição?

Foi depois que eu voltei da Indonésia. A Billabong Australia estava entrando no Brasil, começando um trabalho no país. Eu fui a primeira pessoa que eles contrataram por acharem importante ter alguém para formar uma equipe. Essa era a prioridade deles: investir em campeonatos e numa equipe de surfistas. Eu já conhecia Andy Irons e Shane Dorian há muito tempo e o presidente da Billabong Brasil me chamou. Achei o trabalho legal e aqui estou hoje, muito contente.

 

Como você descreve a equipe?

A equipe brasileira da marca está muito bem, no ano pasado ganhamos o troféu de melhor equipe do Brasil, segundo a revista Fluir. Também consegui colocar dois surfistas no WCT, Silvana Lima e Pedro Henrique. Pablo Paulino foi campeão mundial Pro Junior na Austrália. Agora temos o Peterson Crisanto, campeão brasileiro sub-14, e Felipe Toledo, campeão sub-12. Então, o trabalho está sendo bem desenvolvido, e graças a Deus os surfistas estão competindo muito bem, levando o trabalho a sério e obtendo bons resultados dentro e fora do Brasil.

 

Depois do campeonato vocês vão para o Norte do Peru. Você sempre vai pra água com eles, não é?

Isso é uma das coisas que eu considero mais importantes nesse trabalho. Eu os acompanho dentro e fora da água. Isso gera uma sintonia e uma confiança muito grande entre nós, pois eles sabem que podem contar comigo e que conheço o terreno onde estamos. Fico feliz de poder acompanhar e puxar o ritmo dessa garotada na minha idade, é muito estimulante.

 

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Zé Paulo encargándose de los jóvenes

 

En el medio de la Conferencia de Prensa del Billabong Pro Teen Perú 2006, un montón de jóvenes estaban jugando, haciendo chistes y divirtiéndose, como cualquier otro adolescente.

 

Una persona estaba encargada de todos ellos, Zé Paulo, Team Manager de Billabong Brasil vino con el equipo completo de Juniors de la marca que él representa.

 

En una pequeña entrevista cuenta un poco del camino que ha recorrido desde el profesionalismo, pasando por ser un habitante más de Indonesia viviendo en un barco, hasta el día de hoy, encargándose de uno de los mejores equipos de surf de nuestro continente.

 

Me acuerdo de ti viviendo en un barco en Indonesia, e dropando buenas olas por ahí. ¿Qué sucedió para que estés hoy en día encargándote de uno de los mejores equipos de surf de Brasil?

 

Fue un cambio muy importante, una evolución en mi vida. Foi. Lo que yo creo que más me gusta de esta etapa es pasar toda la experiencia y las oportunidades que tuve para los surfisas del equipo Billabong. Para que ellos sepan qué tan importante es encontrar oportunidades y aprovecharlas.

 

¿Cómo fue ese momento de cambio?

 

Yo estaba recién vuelto de Indonesia, en Brasil, y la Billabong Austrália estaba entrando fuerte en Brasil, haciendo un trabajo ahí por primera vez. Yo fui la primera persona que contrataron porque creían que era muy importante que alguien formara un equipo; hacer campeonatos e invertir en un equipo de surfistas. Yo ya conocía a Andy Irons y a Shane Dorian hacía mucho tiempo y el Presidente de Billabong Brasil me llamó con el interés de contratarme, yo consideré que el trabajo era muy bueno y acá estoy hoy, muy contento.

 

¿Cómo consideras que está tu equipo hoy en día?

 

El equipo está muy bien. El año pasado ganamos el premio al Mejor Equipo que entrega la revista Fluir. También conseguí que dos surfistas entraran en el WCT, Silvana Lima y Pedro Henrique. Pablo Paulinho fue Campeón Mundial Junior en Australia y ahora tenemos a Peterson Crisanto que es Campeón Brasilero Sub. 14 y Felipe que es Campeón Sub. 12. Entonces, el trabajo está siendo bien desarrollado y gracias a Dios los surfistas están compitiendo muy bien, haciendo su trabajo en serio y obteniendo resultados que son expresivos no solamente en Brasil e sino también en el resto del mundo.

 

Yo sé que después del campeonato, ustedes van a viajar para el Norte de Perú, tu no te quedas afuera del agua, vas para el agua con ellos?

 

Exacto. Creo que una cosa muy importnte es que nosotros hacemos es que yo no soy una persona que los acompaña fuera del agua, yo los acompaño adentro. Eso da una confianza muy grande para ellos; saben que cuentan con alguien que está cercay que surfea tan bien como ellos. Entonces, creo que es muy importante es que, considerando la edad que tengo, consigo empujar el ritmo y eso me da vida y me hace sentir feliz.

 

 

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