Como todo ano acontece, venho ao Norte do Peru para surfar ondas de qualidade, colocar o quiver de pranchas no pé para as competições e rever os amigos.
Este ano as condições climáticas estão bem diferentes. Para se ter uma ideia, meu voo não conseguiu pousar em Trujillo e retornou para Lima. Depois de algumas horas de espera, o voo foi para Chiclayo, próximo a Pacasmayo.
Todos os dias, em determinada hora do dia, a neblina chega e deixa os cinegrafistas sem visibilidade alguma.
Entrou um forte swell no sábado e domingo, quebrou em Chicama e outros picos famosos da região. Na segunda e terça o mar estava bem pequeno, fomos surfar Poemape, um vilarejo de pescadores a poucos minutos de Pacasmayo, onde se encontra a melhor opção quando as ondas estão pequenas. Para alegria de todos, o mar subiu no último dia 17, com series constantes de 1,5 metros.
O surf foi em El Faro, com previsão do swell ganhar força e com a direção perfeita para Chicama.
Fui diversas vezes surfar essa que é considerada a onda mais longa do planeta, mas somente por duas ocasiões consegui surfar acima de um metro, logo minha ansiedade aumenta sempre que tem um bom swell para encostar em Chicama, pois a sensação de surfar essa onda é indescritível.
Lembro de quando era moleque e o Zé Rubens (Greenish) falava muito dessa onda, aguçando minha imaginação. Hoje tenho a satisfação de conhecer essa onda e sentir a energia de Chicama.




