Três atletas brasileiros que disputam o circuito mundial tiveram uma chegada conturbada no território australiano, palco do Rip Curl Pro, segunda etapa do WCT que acontece em Bell?s Beach, Victoria.

 

Ao abrir a capa que levava seu equipamento o tricampeão brasileiro Peterson Rosa encontrou todas as cinco pranchas inexplicavelmente quebradas ao meio.

 

O atleta viajou de Los Angeles, EUA, para Melbourne pela companhia aérea Star Alliance.

 

Dois dias depois do incidente com Peterson foi a vez de Victor Ribas e Paulo Moura

tomarem um susto na chegada a Melbourne ao receberem a notícia de que todas as bagagens de ambos, incluindo as pranchas, foram extraviadas na viagem.

 

Às vésperas de um dos mais importantes campeonatos do circuito mundial, os atletas se encontravam sem qualquer equipamento e até mesmo sem uma peça de roupa a não ser as que vestiam.

 

?As empresas aéreas têm o dever de diferenciar atletas profissionais dos free-surfers ou turistas. Nossas pranchas são nossos instrumentos de trabalho e sem elas não há como trabalhar?, declara inconformado Peterson Rosa.

 

Peterson foi obrigado a fazer um verdadeiro tour por todas as surf-shops da cidade de Torquay, e evidentemente não encontrou pranchas com as medidas certas para a competição.

 

?É um infeliz incidente, pois temos patrocinadores no Brasil cobrando resultados. Agora não temos o que fazer a não ser cobrar mais atenção e cuidado e o ressarcimento dos prejuízos por essas empresas aéreas, que cobram taxas absurdas para transportar as bagagens dos atletas?, conclui Rosa.

 

Nesta terça-feira, primeiro dia da janela do Rip Curl Pro Bell?s Beach, os organizadores preferiram adiar o início da prova e esperar pela chegada de um novo swell na tarde desta quarta-feira (horário local).

 

A competição tem prazo até o dia 22 de abril para ser realizada na Austrália.

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