Por trás das notas

Vem aí a nova geração

A mais nova geração do surfe nacional está disputando o Circuito Brasileiro de Surfe, organizado pela CBS, Confederação Brasileira de Surf. Já aconteceram quatro das oito etapas, e, em julho, teremos mais duas etapas e a seletiva para o mundial Júnior, que se realizará em agosto, na África do Sul.

 

Novos nomes estão surgindo, prometendo mais uma boa safra de talentos para representar o Brasil no exterior. Até agora o grande destaque vem sendo o cearense Pablo Paulino.

 

Ele está bem nas duas categorias que classificam para o mundial. Apesar de ainda ser mirim (até 16 anos), Pablo vem liderando também a Júnior (até 18 anos) e está muito próximo da classificação.

 

Os líderes após a sexta etapa estarão automaticamente classificados. O restante da equipe vai ser definido em uma seletiva em São Paulo. Já foram convocados Leandro Bastos na Júnior e Silvana Lima entre as meninas (até 19 anos).

 

A briga pelas vagas tem sido emocionante. Na Júnior, Willian Cardoso começou muito bem ganhando a primeira etapa, e junto com Dennis Tihara, tem sido presença constante nas finais.

 

Heitor Pereira começou a reagir na segunda etapa e está em quarto no ranking, podendo crescer nas duas próximas etapas e na seletiva, onde leva a vantagem por competir em casa.

 

Na Mirim, a grande revelação é o catarinense Thomas Hermes, que venceu as duas primeiras etapas e fez final na terceira. Porém, não foi bem na última etapa e caiu para quarto no ranking.

 

Junior Faria vem sendo muito regular e fez todas as finais, ganhou uma, dois segundos e um terceiro lugar. Em quarto lugar aparece Ricardo Wanderheusen, que tem sido muito regular e mostrado muito surf. E ele já fez três finais.

 

Na categoria Feminino, Marina Werneck vem dominando por completo a categoria Júnior – ganhou as quatro etapas – apesar de só ter 16 anos, e já está praticamente classificada para o mundial.

 

Gabriela Teixeira vem acompanhando de perto, já fez três finais, tem um quinto lugar e também pode competir na África.

 

Esta geração é das melhores dos últimos anos, mescla modernidade com experiência em ondas boas e alguns já têm experiência internacional, enquanto outros estão sendo muito bem orientados.

 

Mais vale um bom talento com a cabeça no lugar, sabendo o que é necessário para ter sucesso na carreira, do que um talento excepcional que não sabe o caminho a seguir.

Estou supercontente com a qualidade do grupo que está se formando e prevejo um bom resultado no próximo mundial Júnior. Boa sorte.

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