Um atípico inverno havaiano

O dia amanheceu com boas ondas com cerca de 2 metros, sol e um leve vento terral no North Shore. As melhores pedidas eram Rocky Point, Rockpiles e Laniakea.

O WCT em Sunset foi adiado por mais um dia devido a certeira previsão de que o vento maral entraria por volta das 10 horas da manhã. Dito e feito! Quem surfou logo cedo se deu bem e quem deixou para mais tarde teve que procurar boas ondas no lado leste de Oahu, onde o vento conhecido como “Kona”, maral no North Shore, é terral naquele lado da ilha.

Eu, Carlos Burle, Romeu Bruno, Jorge Pacelli, Haroldo, Formiga, Edison e Luis Fernando colocamos os jet-skis atrás do carros e partimos em direção ao East Side.

As ondas não estavam espetaculares, mas o vento era terral, a água azul turquesa e os 2 metros de onda foram o suficiente para um bom treino, sem falar que surfamos sozinhos por cerca de três horas.

A previsão é que esse vento fique por mais dois dias atrapalhando o começo do evento em Sunset. Outro detalhe importante é que essa direção de swell (nordeste) também não é das melhores para Sunset e os mapas mostram mais um grande swell desse tipo para o fim de semana, mas com vento bom. O que não é uma má noticia.

A realidade é que esse último mês não foi nem de longe um típico novembro havaiano. As ondulações e vento deixaram muito a desejar e atrapalhou o trabalho de todos os profissionais que estão aqui em Oahu.

Mas, a esperança é a última que morre e vamos rezar para que pelo menos os eventos em Sunset e Pipeline sejam um sucesso, com ondulação de oeste e vento sul (condições ideais).

Porém, ao contrário dos que somente surfam, os kitesurfistas estão com um baita sorriso no rosto, pois enquanto todos reclamavam do forte vento em Sunset, diversas pipas cruzavam a toda velocidade no outside, onde deveriam estar rolando as baterias do Rip Curl Pro.

Aloha!

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.