Esta é a segunda temporada que o niteroiense Bruno Santos sai com moral alta do Hawaii.

 

Criado nas ondas buraco de Itacoatiara, Niterói (RJ), ele tornou-se um exímio tube rider e não amarela quando se trata de andar por dentro dos canudos.

 

No ano passado, Bruninho passou de figurante ? no meio de vários havaianos – a uma das estrelas na triagem do Rip Curl Pipeline Masters em que conquistou a segunda colocação.

 

De quebra, arrancou elogios e impôs respeito aos havaianos depois de eliminar Rob Machado e tirar belos tubos.

 

No evento principal, Bruno perdeu na primeira fase e caiu fora na repescagem. ?Com certeza é o campeonato que mais gosto de participar. Ano passado fui convidado pela Rip Curl, me dei bem e segurei a vaga”, explica.

 

Na última edição da prova realizada em dezembro passado, ele foi mais longe. Depois de novamente ficar em segundo na triagem,  mostrou intimidade com os tubos e superou o experiente Mark Occhilupo e o talentoso Mick Fanning, ambos da Austrália.

 

?Sempre rola aquela dúvida sobre como estarão as ondas. Desta vez a triagem rolou num mar épico. Muito perfeito e sem dúvida um dos melhores dos últimos anos?, comenta.

 

Mas, na terceira fase Bruninho não teve sorte e caiu na água em uma hora ruim do mar. ?Foi muito chato surfar em Pipe em um mar que não tinha tubos. Eu estava muito confiante  e achando que iria surfar mais uma bateria com altas ondas, pois o mar amanheceu perfeito?, explica.

 

De acordo com Bruninho, o vento maral estragou a formação das ondas nas oitavas-de-final. ?Fiquei esperando as boas eu não peguei nenhuma. No mesmo campeonato surfei a melhor bateria da minha vida e a pior”, diz.

 

Clique aqui para ver o vídeo da campanha de Bruno Santos na triagem 2005

 

Clique aqui e confira Bruno Santos na primeira fase do Pipe Masters 2005

 

Clique aqui e veja a galeria com os melhores momentos da carreira de Bruno Santos

 

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Mas, ele não saiu decepcionado. “Fiquei muito contente com o meu desempenho. Permaneci no Hawaii até o dia 21 passado e voltei para o Brasil para passar as festas de final de ano com a família”.

 

Pipe havia quebrado perfeito duas vezes antes do Pipeline Masters. ?Deu para dar uma treinada mesmo no crowd. Mas, sem dúvida o melhor momento foi durante as baterias porque surfei os meus melhores tubos nesta temporada?, revela.

 

Para ele, o pior momento na temporada ocorreu justamente no dia em que faleceu o taitiano Malik Joyeux.

 

?Tomei algumas vacas em Pipe, mas nada muito sério. A pior rolou no dia que o Malik se acidentou. Dropei atrasado uma onda muito grande para direita e acabei voando do terceiro andar. A onda de trás me jogou com muita força na bancada. Mas, foi só a pancada. No mesmo dia à tarde surfei altos tubos em Pipe?, diz.

 

A bela atuação rendeu ao atleta respeito, inclusive dos havaianos.

 

?Muita gente passou a me olhar com outros olhos. Mas, sei que vou continuar pegando as que sobrarem. Vários locais surfam muito e as melhores vêm sempre com o nome de um deles. Sai satisfeito por ter surfado as que escolhi durante a competição?, conta.

 

Em 2006, Bruninho pretende entrar de cabeça no WQS e, além das etapas patrocinadas pela Rip Curl no WCT, disputará a triagem da prova do Tahiti. ?A disputa é aberta e Teahupoo é uma onda que quero muito conhecer?, adianta.

 

No entanto, ele admite que sente um pouco de dificuldade para surfar ondas pequenas, ocasionando assim um rendimento inferior em sua performance no WQS. “Tenho uma certa dificuldade para surfar ondas pequenas mesmo sendo baixinho e leve. Aprendi a surfar em uma onda muito power e sempre viajei bastante. Acho que se o WQS fosse realizado nas mesmas ondas do WCT minhas chances aumentariam bastante. Mas, vou me preparar e batalhar muito para buscar a minha vaga nos próximos anos”.

 

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Clique aqui e confira Bruno Santos na primeira fase do Pipe Masters 2005

 

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