No início de julho, a Escola de Surf da Riviera (ESR) completou sua sétima temporada internacional com uma clínica na Costa Rica e Peru.
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A clínica internacional é um serviço especial da ESR, oferecido a qualquer pessoa interessada em aprimorar seu surf através de uma viagem, com treinamento e acompanhamento específico que fazem os participantes sentirem resultados práticos, além de pegarem altas ondas.
Ao todo, foram mais de 15 dias desfrutando de ótimas ondas e incríveis aventuras. Este ano, a clínica contou com a participação do técnico Thiago Ferrão, que coordenou a viagem entre Costa Rica e Peru, com 10 integrantes de diferentes famílias.
?Os locais escolhidos são perfeitos para o pessoal evoluir. Diferentes tipos de fundo, tamanho de ondas e usando diferentes pranchas, todos puderam passar por situações inéditas, tendo tudo registrado em vídeo e fotos. A turma está de parabéns pela disposição e o alto astral em todos os momentos!?, elogia o técnico, que já conhece bem os picos.
A família Cubas foi completa com a Dra. Eillen e o Dr. André junto com os filhos Guto, 15, e Isabela, 12. Alguns primos espertos aproveitaram a oportunidade e embarcaram nessa também: Gabriel, 15, Renata, 30, e Amanda, 24.
Além deles, Lara Ieda, 20, e Karyna Pugliese, 30, completaram o time feminino nas ondas. A viagem marcou uma importante integração familiar, onde todos conviveram dia a dia juntos, comprovando que o surf é um esporte que pode ser praticado em família.
O clima ?pro surf? foi constante. Logo na saída de casa, na madrugada, a turma já contou com o serviço da Surf Van para chegar ao aeroporto. Carrega mala, carrega prancha, check-in da galera, senta no avião…
Chegando à Costa Rica logo pegamos os carros e partimos para Jacó, uma cidade que cresceu muito e atualmente a especulação imobiliária tomou conta com muitos prédios , condomínios e resorts que brotam na beira da praia e colocam em risco um paraíso ecológico.
Hospedados no Terrazas Del Pacifico, partimos para surfar Hermosa, Jacó e Boca Barranca. A galera sentiu a força das ondas em Hermosa; logo no terceiro dia, uma prancha partida mostrava a importância de ter atenção nas sessões por lá. Boca Barranca foi perfeito, um point break com ondas de meio metro encaixando na bancada da esquerda e abrindo, abrindo, abrindo…
As sessões de surf eram divididas entre o pessoal. Tínhamos no grupo alunos avançados, alguns intermediários e outros totalmente iniciantes, ou seja, foi importante um bom planejamento das aulas e locais para todos ficarem satisfeitos e terem oportunidades de surfar bem. Para isso as sessões eram programadas de acordo com a maré e estilo das ondas a serem surfadas.
Depois de quatro dias, partimos para o norte, onde, depois de uma viagem inesquecível, estradas de terra e rios no meio do caminho, chegamos ao tradicional Cabina Las Olas! Por lá, o clima “pura vida” contagiou nossos participantes, que desfrutaram de muita natureza, animais selvagens além de excelentes ondas na região. As sessões em Avellanas antes do café eram constantes, uma onda fácil de surfar e de filmar que serviu base para a turma toda.
Num dia de grandes emoções, os surfistas mais experientes (Guto e Gabriel) encararam o desafio da Playa Negra. As séries chegavam a 1,5 metros e eram constantes.
O crowd era intenso e a galera precisou de um tempo para se adaptar às condições do fundo de pedra, porém, quando começaram a pegar as ondas e ganharam confiança, entenderam por que a qualidade faz a diferença.
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Outra aventura importante foi a saída para Roca Bruja e Ollie?s Point. Saímos ainda à noite do hotel e conseguimos embarcar no bote às 7 da manhã.
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A previsão de boas ondas deixou a galera ansiosa e, quando chegamos, ondas de 1 metro perfeitas, bem em frente à pedra. Todos caíram e treinaram drops rápidos e cavados com um visual incrível.
Depois disso fomos a Ollie?s Point, que funcionava devagar, porém perfeito demais; ondas que proporcionavam direitas de quatro a cinco manobras em diferentes sessões e exigiam um surf veloz e boa destreza para achar as ondas certas.
Missão cumprida em Avellanas, partimos para Tamarindo, no Captain Suizo, que é um hotel especial, totalmente integrado à natureza. Por lá o pessoal teve o privilégio de tomar café da manhã acompanhado de esquilos, iguanas e diferentes espécies de pássaros, além de macacos, guaxinins e tucanos que também eram vistos todo momento nas redondezas.
Conseguimos nesse período pegar ondas bem legais em Tamarindo, Playa Grande e fechamos uma queda em Langosta. A cada nova praia e onda era aquele desafio, todos eram orientados sobre o tipo de onda, fundo e objetivos individuais na sessão. O pessoal iniciante teve uma evolução significativa tendo seu auge no surf em Tamarindo, uma onda mais na beira que proporcionou grandes drop e espumas para as meninas.
A galera do longboard foi representada pelo Dr. André e a nutricionista Karyna, que curtiram a experiência e as ondas do local. O tempo foi passando e nosso tempo na Costa Rica chegando ao fim, já era hora de arrumar tudo, voltar a San Jose e pegar o avião. Sem perder o clima de aventura, esse retorno à cidade foi inesquecível; era noite, tudo escuro, chovendo muito, um caminho inóspito sem luz e com ponte pênsil deram um clima especial.
Viajar em grupo é sempre diferente. Muitas pranchas, malas e pessoas fazem com que a paciência e colaboração sejam fatores essenciais para o sucesso. Embarcamos da Costa Rica para Lima, num vôo de quatro horas bem tranqüilo.
Demos sorte e pegamos dias muito bonitos em pleno inverno peruano. Sol e calor deram o ar da graça e fizeram com que não tivéssemos tanto impacto com a mudança de clima. Chegando a Lima, fomos recepcionados pela família Cubas (os pais e irmãos da Dra. Eileen), o que nos ajudou a ficar bem à vontade e manter o clima familiar.
Aproveitamos para surfar Puerto Viejo, um pico de esquerdas perfeitas que fez a cabeça da galera. A água estava gelada, mas, mesmo assim, o pessoal adorou a sessão que foi marcada por ótimo desempenho geral, fotos e sem crowd! Nesse dia avançamos até o Clube Regatas, onde almoçamos e jogamos um futebol no fim da tarde.
Em Lima conhecemos a cidade e seus mercados. Uma infinidade de tendas e mercados Incas toma conta da região de Miraflores, fazendo um grande movimento com turistas que buscam pratas e artigos típicos. Por lá também tivemos a oportunidade de ver exposições de quadros e fotos nas ruas, além de toda arquitetura do centro.
O tempo foi terminando e a galera caindo na real que tínhamos de voltar. Depois de 15 dias já éramos uma grande família, acostumados a fazer tudo juntos: conversar, comer, surfa… Era até estranho pensar em retomar nossas atividades usuais.
Porém não teve jeito, embarcamos de Lima para São Paulo. O vôo veio bem até chegarmos a São Paulo, quando o comandante nos avisou que teríamos de ir até Campinas para aguardar a neblina que havia sob o aeroporto de Guarulhos. Vamos pra lá então… E lá ficamos por mais de seis horas parados enquanto a neblina passeava pela região.
Mas no final as coisas aconteceram; chegamos, a galera fez aquele duty-free, almoçamos no aeroporto e voltamos com a Surf Van novamente. Na hora de se despedir, aquele clima ?que pena que acabou?, mas já pensando na próxima!
Nesse segundo semestre, a ESR também oferece clínicas no litoral brasileiro. Já estão abertas as vagas para a clínica em Garopaba (SC) e, nas férias de janeiro, mais uma clínica internacional. Fique atento e participe!
Quem estiver interessado nos serviços da Escola de Surf da Riviera, pode entrar em contato com Thiago Ferrão pelo telefone (0xx13) 9132-5717 ou pelo e-mail [email protected].


