Bruce Irons dropa as maiores no domingo de ondas fantásticas em Teahupoo, Tahiti. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

O evento principal do Billabong Pro 2007 ainda nem começou, mas as coisas já estão ficando muito quentes em Teahupoo, Tahiti.

 

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Logo depois da triagem, no último domingo, rolou uma sessão de free surf animal. Quase todos os principais tops do WCT estavam na água botando para baixo sem medo.

 

A impressão que tive era de que aquele momento estava servindo como um “show down”, uma demonstração de quem está mais afiado e mais instigado para vencer essa tão disputada etapa.

Cory Lopez despenca numa bomba. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

O swell não chegou a ser tão grande quanto alguns estavam esperando. Tinha gente especulando que poderia ser um pouco grande para remada e bom para o tow-in, mas a real é que as ondas foram bem no tamanho limite para a remada.

Algumas séries atingiram os 10 pés. Talvez, no decorrer do dia quebrava uma ou outra um pouquinho maior.

Tive a oportunidade de acompanhar muitas ondas surfadas durante o domingo. Passei algumas horas na pequena torre em frente ao pico e depois na torre principal, onde os juízes ficam.

De lá, filmei o fim da triagem e depois arrisquei fazer umas imagens de dentro d’água, no canal, durante o free surf no fim de tarde.

Estou fazendo mais vídeos, pois vim representando o canal de televisão Woohoo e também estou filmando para os programas Billabong Tv e Boardstories na tv havaiana. 

Não consegui tirar muitas fotos, mas as imagens estão insanas e tive de fazer alguns frames do vídeo para ilustrar esta matéria.

Pelo que pude observar neste último dia intenso de surf, vi que, sem dúvidas, existe um grupo de surfistas que está, no mínimo, um degrau, ou melhor, um patamar acima dos outros.

Talvez em outro tipo de ondas essa diferença não seja tão nítida, mas em Teahupoo você tem que colocar o seu “corpo para jogo” e fica claro quem são os “bambambam” do surf.

 

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Mick Fanning treina duro para manter a liderança no WCT. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Bruce Irons entrou na água e depois boiou por mais de 30 minutos, sem surfar nenhuma onda.

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Quando veio uma pra ele, remou sem dúvidas na craca e não conseguiu nem colocar os pés na prancha, voando lá de cima – uma vaca animal.

Depois disso, ele sumiu por mais outra meia-hora, mas depois apareceu com muita “dispo” e simplesmente dominou o pico, surfando sem nenhum receio as maiores e mais cavadas ondas da série.

Andy Irons esbanja técnica em Teahupoo. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.
“Eu estava havia quase uma semana sem surfar e depois de esperar um tempão na água, sem pegar nada, não pensei duas vezes quando aquela bomba entrou. Coloquei para baixo mesmo sabendo que ia cair”, comentou Bruce ao amigo Koby Abberton depois da sessão.
Esse australiano foi outro que arrebentou muito; talvez tenha feito a melhor apresentação durante o dia. Aberton surfou antes da triagem, nas quartas-de-final contra Manoa, no intervalo entre a semi e a final, e ainda no fim de tarde, quando conseguiu sair de um dos tubos mais insanos, sempre muito seguro, com atitude e uma tecnica apuradíssima.

Andy Irons foi outro que também não deixou dúvidas. Fez uns drops muuuuito atrasados, completou umas ondas dificílimas, mas depois disso tomou uma vaca animal, rodou com o lip e não voltou mais para a água.

Depois de um tempo, ouvi o Dino Andino dizendo que ele tinha se dado mal e machucado o ombro, mas não parecia ter sido nada que lhe deixasse fora da competição.

Mick Fanning pegou um tubaço e mostrou estar instigado para continuar na liderança do ranking. Cory Lopez também se destacou legal e surfou várias ondas com bom tamanho. Taylor Knox, talvez por estar com patrocínio novo da Rip Curl, estava bem ativo na sessão. 

Entre os brasileiros na água, só vi Danilo Couto, Rodrigo Coxinha, Vitor Faria e Ricardinho Santos. Bruno Santos estava tão de cabeça feita com os tubos surfados na triagem que ficou relaxado.

Os brasileiros que estão no WCT não devem ter chegado ainda na ilha, pois tenho certeza de que se eles tivessem aí, alguns deles estariam lá também representando

Sem poder acessar a internet com freqüência, não estou por dentro das previsões, mas só sei que os caras estão muito “go for it”, se atirando sem medo. Se der onda boa,  com tamanho, o evento promete ser um dos melhores do ano. 

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