Tow-in regularizado no Hawaii

Agora no Hawaii só pratica tow-in quem tem a autorização do governo. Em uma ação conjunta de tarimbados “watermans” como os surfistas Ken Bradshaw e Brian Keaulana, e o chefe dos salva-vidas Jimi Howe, o governo emitiu uma lei que permite que somente os atletas que passarem por um curso com os experientes praticantes de tow-in, salva-vidas e representantes da Guarda Costeira poderão praticar o surfe a reboque.
 
O primeiro curso será realizado no próximo sábado (26/07) no WindWard Comunity College, das 9 às 15 horas, e os matriculados pagam uma taxa de US$ 60. As classes são limitadas a 20 atletas, ou 10 times de tow-in. As aulas são teóricas e os principais pontos abordados são tow-in, navegação e segurança no oceano.

 

Em primeiro momento essa lei é imposta na Ilha de Oahu, mas se estende nos próximos meses as outras ilhas do arquipélago. Em Oahu os tow-riders podem surfar nos outer-reefs que se encontram entre Kahuku e Kaena Point, exceto em Kawela Bay, Sunset Beach, Shark’s Cove e Hammerheads, em Mokule’ia, onde as equipes não poderão aparecer com seus jet-skis. Somente instrutores certificados podem usufruir dessa área, ou no verão quando as águas estiverem calmas.

 

Uma multa de US$ 1mil será aplicada aos que não cumprirem a nova lei. A regra principal é básica: “onde há surfistas remando não pode haver jet-ski”. De acordo com o chefe da guarda costeira havaiana, Steve Thompson, “basicamente estamos achando um caminho para que todas as atividades no mar sejam praticadas com respeito e segurança”.

 

O local de Jaws e supervisor de operações dos salva-vidas de Maui, Archie Kalepa, completa: “Essa lei irá encorajar os surfistas a entenderem mais das regras do tow-in. Tudo isso é parte do progresso. Não podemos impedir o progresso, mas devemos mantê-lo seguro”.

 

As antigas leis só permitiam o uso de jet-skis a cerca de três mil pés da costa ou em situações de emergência. Alguns surfistas locais não gostaram das novas regras, como o local de Waialua Michael Mcnulty. “Eles deveriam só permitir o tow-in nos outer-reefs mais distantes, onde nenhum surfista nunca sequer conseguiu chegar”, desabafou.

 

A positividade com relação ao curso atingiu ao chefe dos salva-vidas do Hawai Jimi Howe. “Com os times aprendendo as técnicas de salvamento e segurança marítima, eles irão ajudar outros atletas e surfistas dentro da água”.

 

Enquanto no Hawaii o bate boca já terminou, em Maverick’s a discussão continua fervendo. O maior agravante em Half Moon Bay é que o local conta com um só pico de ondas grandes, e o profundo canal facilita a entrada dos tradicionais surfistas, mesmo que as ondas apresentem faces maiores que 50 pés – apesar de ser comprovado que a galera não sai do rabo quando o swell atinge os 50 pés plus, por ser praticamente impossível descer uma onda dessas no pico só com a força dos braços, sem a ajuda dos jet-skis.
 
Os locais Jeff Clark, Peter Mel e Shawn Alladio estão tentando regularizar a situação dos big riders no local. Enquanto isso, do outro lado da mesa, o surfista “naturalista” Dr. Rennecker afirma que o local é de preservação ambiental e que os jets-skis poluem o oceano.

 

Em contrapartida, o fotográfo local Frank Quirate defende a tese que “são cerca de no máximo 10 dias por ano que as ondas ficam enormes. Se usarmos jet-skis quatro tempos que praticamente não poluem, o quanto podemos danificar o meio ambiente?”.

 

Bom, no Hawaii as leis já foram determinadas, mas como vocês podem notar, em Maverick’s o bicho ainda está pegando…

 

Aloha!

 

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