Enquanto o circo da ASP aguarda a entrada de um swell e melhora nas condições do mar para dar início à segunda etapa do WCT 2005 na famosa praia de Bell’s Beach, extremo sul da Austrália, em Sydney a situação é inversa.

 

As bóias de previsão indicavam a chegada de um swell em torno de 20 pés para esta quarta-feira na costa sudeste do país/continente.

 

Logo cedo, os campeões mundiais Tom Carroll e Barton Lynch estavam em cima do mirante em Manly Beach, contemplando o poder da natureza.

 

Entre um telefonema e outro, Carroll dizia que

as ondas estavam realmente pesadas. Assim como eles, outros surfistas e alguns curiosos vibravam com o tamanho das morras em Dead Mans, uma das bancadas mais sinistras da costa norte de Sydney.

 

Naquele momento, somente uns poucos surfistas se aventuravam dentro d’água, alguns dropando no buraco e outros com ajuda da tecnologia “jet-ski”, colocando para baixo em um pico que não se chama “Dead Mans” (homens mortos) à toa.

 

Na parte da tarde, o vento sudeste e a presença do ilustre hexacampeão mundial Kelly Slayter fez o Cliff tornar-se uns dos picos mais agitados de Manly. Apesar do mau tempo, a galera estava lá em peso para assistir ao espetáculo.

 

Também conhecido como Fairy Bower, a “onda assassina” pode ser facilmente avistada da praia de Manly. E é nos meses de inverno que grandes ondulações de sul caminham ao encontro da costa, tornando a calma praia numa máquina de ondas, às vezes monstruosas.

 

Duas plataformas de pedras indicam o local. A plataforma de inside, chamada Winkipop, é uma onda razoavelmente fácil de ser surfada. Mas é a segunda plataforma, virada para o Cliff, que abriga a temida onda australiana, “descoberta” há alguns anos pelos irmãos Kye e Joel Fitzgerald. 

 

O show foi recheado de ondas boas e Slater fez a parte dele, como sempre, de maneira impressionante. Dropando sempre no buraco, ele deu uma prévia do que deverá aprontar na etapa de Bell’s Beach quando o swell entrar.

 

Veja galeria de fotos da session em Dead Mans.

 

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