
O Quiksilver The Crossing chega ao arquipélago de Fernando de Noronha no dia 07/03 para dar continuidade à sua navegação global de sete anos.
O diretor do projeto Bruce Raymond conta que o Quiksilver Crossing, que partiu de Cairns, na Austrália, em março de 99, tem três objetivos principais: descobrir novas ondas, respeitar e conhecer outras culturas e contribuir com meio ambiente.
Desde a partida da Austrália, o barco já viajou mais de 60 mil milhas náuticas e mais de 320 passageiros já estiveram a bordo.
O Crossing já descobriu mais de 90 picos clássicos de surfe, mas as localidades especificas são mantidas em segredo.
Durante sua viagem, o Quiksilver Crossing tem contribuído para o estudo científico dos recifes de corais pelo o projeto Reef Check e seu programa de monitoramento global. O Crossing é reconhecido como um Programa Meio-Ambiental das Nações Unidas.

Gregor Hodgson, diretor da Reef Check, disse que a visita do Quiksilver Crossing ao Brasil, é uma oportunidade excelente para trazer uma mensagem de esperança para toda a América Latina.
?A mensagem é que a saúde do mundo depende da saúde de nossos oceanos, especialmente dos recifes de corais,? disse Hodgson.
?O Brasil é abençoado com recifes de corais únicos que não são encontrados em nenhum outro lugar do mundo. Com o apoio e a participação desses surfistas e amantes do oceano, nós podemos trabalhar juntos para garantir o bem estar dos recifes de corais para que eles continuem nos proporcionando alimentação e lazer.?
A coordenadora do Reef Check Brasil, Beatrice Padovani Ferreira, está organizando equipes de mergulho para participar do Quiksilver Crossing e estudar recifes de corais em águas Brasileiras.
Os atletas patrocinados da Quiksilver Brasil, James Santos e Jihad Kodhr, também vão estar a bordo do Quiksilver Crossing.

Desde o inicio em 99, o barco viajou do norte da Austrália para o Coral Sea-leste do Oceano Pacifico, até a Polinésia Francesa, depois voltou por outra rota do Pacifico Sul até a Indonésia, depois pelo nordeste até o Oceano Indico e as Maldivas.
Depois de lá o barco foi para a África do Sul, pelo Canal de Suez, até o Mediterrâneo e para o Oceano Atlântico. Ele passou quase sete meses na Europa e nos últimos dois meses viajou pela costa oeste da África, e a partir daí começou a viagem para o Brasil.
Raymond disse acreditar que o Quiksilver Crossing acende um fogo nas pessoas. ?Ele tem imagens lindas e um senso de aventura, tira você do seu mundo e coloca você em um mundo que as pessoas nem sabiam que existia, introduz as pessoas a idéia de poder sair e se divertir muito com a natureza e que para ser feliz você não precisa muito além de uma prancha de surfe e um pé de pato, ou qualquer coisa do gênero.?
Para Gregor Hodgson, os recifes de corais, que são as florestas dos mares, estão sofrendo uma crise muito grande com a poluição, pesca e o aquecimento global.

?O Quiksilver Crossing é vitalmente importante, pois, desde que Charles Darwin navegou pelo mundo em um Beagle em 1800 não havia uma oportunidade tão valorosa para cientistas marinhos estudar os recifes de corais remotos e avaliar sua saúde?.
O hexacampeão mundial Kelly Slater chamou o Crossing de “a maior aventura de surfe de todos os tempos”.
Depois de sua viagem para o Brasil de quatro semanas, o Quiksilver Crossing vai para a América Central e depois para os Estados Unidos.