Nessa semana viajamos para terras distantes e geladas da Islândia para mostrar um pouco do que veremos na música da próxima década. Boas novidades ruidosas e ainda
a Promoção Relâmpago ?Andrew Bird’s Bowl Of Fire!?. Participe e concorra a CD?s
da banda.
PROMOÇÃO ANDREW BIRD?S BOWL OF FIRE
Desta vez trouxemos discos maravilhosos de Andrew Bird e sua banda, Bowl Of Fire! É muito fácil participar, basta responder a seguinte pergunta: ?Quais são os discos oficias de Andrew Bird?s Bowl Of Fire??.
Quer uma dica? Leia a resenha desta semana da Discografia Completa de ANDREW BIRD?S BOWL OF FIRE logo abaixo!
Corra! Apenas cinco sortudos (as) levarão discos maravilhosos de Andrew Bird e sua banda, Bowl Of Fire! Não percam as promoções relâmpago que faremos ao longo do ano. Boa sorte!
Agradecimentos ? Gravadora Trama.
Confira os ganhadores da Promoção Relâmpago Rustic Overtones:
Juliana Ribeiro (SP)
Denis Weisz Kuck (RJ)
Carlos Magno Cunha Kuster (ES)
Bruno Henriques Abrunhosa (SP)
Claudia Regina Ferreira (SP)
SIGUR RÓS | Ágætis Byrjun
Que semana, hein?! Quanta coisa boa. Depois de muitos problemas em gráficas por aí, finalmente sai do forno por aqui o álbum ?Ágætis Byrjun?, de 99, da hypada banda islandesa Sigur Rós. O expert Fábio Massari não nos deixa esquecer nem daquele cantinho gelado do mundo em seu livro ?Rumo à Estação Islândia?. Vale a pena conferir.
Muito falatório depois, peneiradas e mais peneiradas e vislumbramos um disco fascinante. É surpreendentemente intenso e poderoso. É realmente algo diferente de se ouvir. Trabalharam com sua conterrânea Björk, fizeram shows com Godspeed You Black Emperor!, Gus Gus, além de abrir alguns shows para o Radiohead na Europa. Bagagem pouca é bobagem!
O álbum é elevado sonoramente falando, te mantém no alto, flutuando em uma névoa espessa, consistente. É profundo e contagiante, com estruturas sônicas matadoras, que capturam essências difíceis de traduzir em meras palavras. São camadas de cordas densas, atmosferas incertas com vocais mesclados rigorosamente e indecifráveis. Sem dúvida é algo novo e deve ser explorado, ouvido, apreciado por todas as células de seu precioso corpo.
Extravagante, mas com parcimônia, excessivo, mas com experimentalismos dosados. Fascinante! Nos trouxe beleza derretendo canções como ?Ny? Batterí?, ?Svefn-G-Englar? e as melhores faixas do disco ?Hjarta d? Hamast (Bamm Bamm Bamm)?, de braços dados com ?Vid?ar Vel Til Loftárasa?, que é simplesmente cinematográfica.
O caractere (d?) assim escrito aqui, não existe em nosso alfabeto, tentei, portanto, reproduzi-lo desta forma. Tomara que não tenha cometido nenhum sacrilégio, se alguém souber algo sobre islandês dê um grito aí! Te falo, ouvir este disco é uma experiência extra-sensorial, busque, alcance e se realize! Brilhante!
Clique aqui e ouça um trecho da faixa ?Svefn-G-Englar?.
THE CRYSTAL METHOD | Tweekend
Cansei das pessoas falarem que o Crystal Method seria a resposta americana para o duo inglês The Chemical Brothers. Acredito que com este segundo trabalho, os preconceitos do passado sejam derrubados. Depois de dois anos e muito estudo em cima dos timbres, tons e samplers, finalmente surge ?Tweekend?. Inclusive o nome do álbum é um trocadilho? ?finalizando os ajustes/afinações?.
São onze faixas bem rock n?roll ? que os puritanos me perdoem ? apesar de estarmos falando de uma dupla de aficcionados pelo breakbeat. Sim! É eletrônico, é rock n?roll e é sentimento real e poderoso. Faço apenas uma ressalva sobre este recente trabalho: as bases parecem ser um tanto repetitivas, ainda assim, gosto do resultado final. É interessante ver como o péssimo Scott Weiland, do Stone Temple Pilots, soa muito melhor e com mais propriedade, atrelado ao som do Crystal, como vemos na faixa ?Murder?.
Mas, o que mais me deixa contente são as participações de Tom Morello, o ex-guitarra do Rage Against The Machine, apavorando na produção de algumas faixas e, ainda, o genial DJ Swamp, com scratches matadores em ?Name Of The Game?. Ouça a ruidosa ?Ready For Action? e ?The Winner?. Desde 93, Ken Jordan e Scott Kirkland, vêm chamando atenção para suas performances atuais e autênticas.
O som do Crystal Method é bem direto e puro, sem muitos rodeios. Passam de linhas melódicas bem definidas à porradaria marcante em questão de milésimos de segundos. Este disco traz boas experiências sonoras, tenho certeza que ao final de sua audição, um sorriso sacana de ?quero mais? estará estampado em seu rosto!
Clique aqui e ouça a faixa ?Name Of The Game?.
SWELL | Everybody Wants To Know
O nome por trás do sexto lançamento da banda Swell, de São Francisco (EUA), é David Freel. Desde o início da estrada por volta de 89, eles alternam influências bem interessantes, migrando de um noise pop para toques bem psicodélicos ou até em incursões bem definidas no mundo ?guittar?. Dizem que o Swell foi a banda precursora da afamada ?Grandaddy?. Vai saber?
David Freel sempre foi o pilar do Swell, e neste recente lançamento, além de cantar, tocar guitarra e escrever as notas do encarte, ele assina todas as canções de ?Everybody Wants To Know?. O atual baterista Rey Washam toca em algumas faixas do disco, que foi gravado Estados Unidos. Justamente por isso, o trabalho na sua totalidade modula uma sonoridade bem estranha e surpreendente. O incrível é que progressivamente vamos nos afastando desta realidade e acabamos mergulhados numa nova.
A pegada do disco engana na primeira audição, parece simples e fácil, porém, os arranjos de bateria e guitarra encontram o minimalismo e a simplicidade como centros apoiadores. Teclados esparsos pelo disco como um todo sintetizam linhas bem características de Ennio Morricone e suas trilhas de filmes. Destaque para a enebriante ??A Velvet Sun? e para a guitarreira maltratada de ?Like Poverty?.
Os elementos eletrônicos são incontestáveis e primorosamente bem utilizados. Baterias e efeitos agregando valor ao resultado final do álbum que é fantástico. Ouça também ?East n West?, refrão de primeira: gruda na hora! ?Everybody Wants To Know? faz com que os problemas do dia-a-dia se afastem dando espaço para melodias corajosamente bem tratadas e fáceis de gostar. Altamente recomendado!
Clique aqui e ouça a faixa ?Like Poverty?.
ANDREW BIRD?S BOWL OF FIRE | Discografia Completa
Maaaaaaravilhoso! Sem palavras… a Trama veio bombardear o mercado com estes três álbuns magníficos: ?Thrills?, de 98, ?Oh! The Grandeur?, de 99, e ?The Swimming Hour?, o mais recente, de 2001. Andrew Bird é o cara. Violino insandecido e arranjos bombásticos e concisos. Vomita música do início do século XX. Lá da década de 30, para ser mais preciso.
Jazz, polka, valsa e afins. Pronto! Agora o cara enlouqueceu, vocês dirão. Exaltar três lançamentos de uma só vez! Não é? Diz aí… Na real, me deixa explicar. Lá por volta de 94, não, acho que 96… Porra, decide! Ta. Em 96, estava ouvindo bandas interessantes como Palace, Uncle Tupelo, Son Volt, Come, The Geraldine Fibbers e mais tarde o Squirrel Nut Zippers, e graças a esta incursão ao mundo ?country-folkadelic? conheci Andrew, que por acaso é o cara que eventualmente toca no Zippers. Dã! Tudo isso só para falar de onde veio o gosto pelo som raiz de Andrew Bird e sua bandaça Bowl Of Fire.
#O primeiro disco é bacana, mas ?Oh! The Grandeur? ainda é o meu favorito, mais ligado às raizes, mais autêntico, evoluído, diversificado, diria eu. Quanto ao mais recente, não sei, eles acabaram usando elementos meio modernosos e com arranjos pop demais, perdendo com isso a essência. Aqueles dias em que Tom Waits e Lou Reed estavam incorporados em Andrew, se foram.
Mas, ainda assim é muito melhor do que muita coisa por aí. De qualquer maneira, Andrew e sua trupe incorporam o diabo, literalmente, em grandes demonstrações performáticas já tradicionais, que nos levam a mundos bem distantes. Do primeiro álbum destaco ?Minor Stab?, ?50 Pieces? e a bela ?Eugene?. Já o segundo é absurdamente atraente, toca em pontos delicados, como em ?Tea & Thorazine? e em ?The Idiot?s Genius? sobre o autismo, os idosos em ?Vidalia? e ?Dora Goes to Town?, e nas pirações em ?Wait?, ?Wishing for Contentment? e ?The Confession?.
#Deixe se infiltrar pela malemolência perigosa do terceiro trabalho dos caras, ?The Swimming Hour?, com destaque para a faixa que abre o disco ?Two Way Action?, uma porrada, além de ?Case in Point?, a cinematográfica ?Way Out West? e a tristíssima ?Fatal Flower Garden?.
Todos os encartes são bacanas, mas o de ?Oh! The Grandeur? é o que mata. Surpresinha. Não vou falar senão estraga. Compre o seu e verás. Andrew e banda são mágicos, puros, mundanos como os ciganos e principalmente profanos como todos somos. Tenho apenas uma coisa a dizer… Maaaaaaravilhoso!
Clique aqui e ouça a faixa ?50 Pieces?, do álbum ?Thrills?.
Aqui para ouvir ?Tea & Thorazine?, do álbum ?Oh! The Grandeur?.
E aqui para ouvir ?Fatal Flower Garden?, do álbum ?The Swimming Hour?.