Diego Silva

Temporada havaiana

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Diego Silva botando pra dentro no Hawaii. Foto: Divulgação
 

Pela quinta vez na carreira, o big rider Diego Silva fez a sua temporada havaiana. No paraíso do surfe mundial, viu de perto Gabriel Medina ser campeão, passou por perrengues, mergulhou com tubarões e pegou bombas incríveis. De volta ao Brasil, o carioca de 23 anos faz um balanço dos seus últimos meses na ilha, destacando uma de suas especialidades: a esquerda em Off the Wall.

“Foi uma temporada muito boa de ondas. O único problema foi o vento, pois era vento maral, o que prejudicava as condições em todos os lugares da ilha. Mas pude aproveitar bem, principalmente em Pipeline e no meu cantinho de Off the Wall, a minha esquerdinha. Como todo ano, foram meses muito importantes para a minha carreira. Impressionante como o Hawaii continua sendo fundamental para o meu desenvolvimento profissional”, disse.

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Drop insano no North Shore. Foto: Divulgação
 

Entre as boas ondas, o vento e os dias de chuva, houve também o dia do perrengue. Logo no seu primeiro dia em Jaws desta temporada, o brasileiro passou por um sufoco histórico. Tomou uma série que varreu tudo e chegou a ficar duas ondas debaixo d’água.

“Foi brabo. Tomei a maior série do dia na cabeça. A prancha quebrou na hora e fiquei duas ondas debaixo d’água. Não consegui inflar minha roupa, pois era a primeira vez que usava. Esqueci os cilindros de CO2 com a lavanca aberta. Acabei sofrendo, mas hoje já conto rindo esse perrengue inesquecível”, comentou.

Na volta para o Brasil, Diego deu uma rápida passada pela Califórnia, onde ano passado pegou um dos melhores swells da vida, após a passagem do furacão Marie, em The Wedge. Com indicação para o XXL e novos projetos na cabeça, ele planeja as próximas trips ao mesmo tempo que corre atrás de um novo patrocinador principal.

“Tenho muitos projetos para este ano. Coisas que estou colocando no papel e planejando aos poucos. E tem as minhas viagens também. Este ano queria ir para Nazaré e para o México, minha segunda casa. Além de, é claro, aproveitar os melhores swells, seja no Tahiti, Chile, Fiji, onde for. Estou em busca de um patrocínio principal, para que, junto com a Vans e a Chiclete Trunk, possa me dar o suporte necessário para eu buscar meus objetivos e crescer ainda mais no esporte”, concluiu.