Todos os Santos

Temporada da La Niña

Igor Lumertz vai a Califórnia em busca das bombas de Mavericks. Foto: Arquivo Pessoal.

Big rider fica à vontade no final de tarde em Todos os Santos. Foto: Arquivo Pessoal.

Chega o final de mais uma temporada de surf aqui no Pacífico Norte. Ao olhar para trás e analisar este inverno, posso dizer que foi uma temporada de poucas ondulações de qualidade.
 
As ondas chegaram mais tarde do que o normal e acabaram mais cedo. Tudo isso por conta do fenômeno natural da La Niña. Quando isso acontece a água esfria e as ondas ficam menores. Foi exatamente o que aconteceu.

Nesta temporada fui pra Mavericks, Califórnia (EUA), em algumas das ondulações que abriram a temporada. Depois investi em Todos Santos, México.

Peguei um swell que marcou a temporada mexicana. Quando cheguei estavam todos os big riders posicionados bem longe do pico. As séries eram bem demoradas e entrei na água antes de ver uma onda grande quebrar.

Enquanto remava, apareceu uma bomba que há muito tempo eu não via. Ela tinha uns 8 metros, mas se medisse pela frente, daria o dobro do tamanho.

O australiano Jamie Mitchel veio nela. Meu coração palpitou mais forte e fiquei com uma sensação de felicidade, só por imaginar que eu teria a chance de pegar uma onda grande como aquela.

Como estava demorado e difícil se posicionar, levei uma hora e meia para pegar a primeira onda. Até que não foi muito, pois quem pega onda grande sabe que é preciso paciência.

Meu primeiro drop foi fotografado pelo Julio Fonyat e a foto foi publicada na Fluir. Fiquei muito feliz de receber a notícia que uma foto minha tinha sido publicada na revista.

Neste dia também tomei algumas bombas bem grandes na cabeça e algumas vacas que nunca vou esquecer. Fui varrido duas vezes até as pedras da ilha e o jet-ski não conseguia me resgatar, pois as ondas estavam constantes na pedra.

Isso me fez ver o quanto o meu preparo físico e mental influenciou nesta hora de ter que mergulhar e tomar uma série de sete ondas na cabeça. É importante que todos estejam preparados.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.