Tempo de guerra, hora de surfar

O Horror, o horror… A frase insistente da obra de Joseph Conrad, Heart of Darkness, que Francis Ford Coppola levou pras telas transformado em “Apocalipse Now”.

 

Tempo de guerra empurra-nos para a reflexão. Surfe em tempo de guerra remete à pranchinha que o louco do Coronel William Kilgore usava no filme: uma Yater nova em folha que, segundo a lenda, Coppola e Millius, diretor e roteirista, usavam nas horas vagas pra relaxar dentro d’água, entre uma crise e outra.

 

Robert Duvall, que interpretou o doido do Coronel que queria surfar em pleno bombardeio (ainda não viu o filme? Então corra!), foi indicado para o Oscar de ator coadjuvante de 1979 e perdeu para Melvyn Douglas.

 

Guerra me dá um desânimo danado, uma vontade de mandar tudo à pqp, mas como diz meu guru do Meyer, Millôr Fernandes, “já que não dá pra mandar todo mundo à merda, a gente conversa”, algo por aí..

 

Conversa sim, como o moçambicano Mia Couto que escreveu uma carta aberta ao Bush que deve ser lida por todo homem alfabetizado e vacinado no endereço http://resistir.info/palops/mia_couto.html .

 

Mia Couto nasceu na cidade de Beira, Moçambique, em 1955. No Brasil, tem três livros lançados: “Estórias Abensonhadas”, “Terra sonâmbula” e “Todo Homem é uma raça” (todos pela Editora Nova Fronteira).

 

Uma frase que dá partida no “Terra sonâmbula”, reproduzo aqui ao lado: “Há três espécies de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar”. É de Platão, aquele mesmo. Esse é o nosso elo com Mia Couto e o velho grego.

 

A guerra já nos trouxe benefícios antes, quando na segunda grande guerra, Bob Simmons, um louco de pedra, resolveu fuçar novas tecnologias e inventou de laminar as pranchas com uma novidade usada nos campos de batalha pela marinha americana: resina e fibra de vidro. Isso em 45/46.

 

A idéia de deixar os tarugos de quase 60 quilos mais leves deixou Simmons obcecado. Transformando tudo que encontrava sobre hidro-dinâmica e aero-dinâmica em fórmulas matemáticas, Simmons chegou a conclusão que uma leve curva na rabeta e outra no bico poderiam mudar a o jeito deles surfarem.

 

Suas pranchas foram tão cobiçadas no pós-guerra californiano que malandro tinha que esperar até um ano por uma encomenda – isso se ele fosse com a sua cara, segundo relata Greg Noll.

 

Gary Cooper, o mais famoso galã de Hollywood, tinha um modelo Simmons para divertir-se quando não estava cercado de índios nos sets de filmagens. Nos dias de hoje, Cooper seria como um Tom Cruise, Harrison Ford ou George Clooney, tudo misturado. O mundo era menor naquele tempo.

 

Voltando à guerra do casal Bush e Blair, a revista Time, versão européia,
recentemente realizou uma pesquisa muito oportuna, perguntando aos seus
leitores/internautas quem eles achavam que era o país mais perigoso para a
paz mundial.

 

A resposta veio certeira:

 

Coréia do Norte    6.7 %
Iraque                6.3 %
Estados Unidos    86.9 %

 

Alguém duvida?

PS 1 – No saite da Surfer já é possível assistir os vídeos do Quiksilver Pro
gravados pelo Pat O’Connel – http://www.surfermag.com/vids/quikprovidzerothree/

PS 2  Bruno Santos deu um couro no Dave Macauley na casa do cara, no
Salomon Masters.

PS 3  www.we-walk.com um pouco mais fundo no assunto.

PS 4  um belo vídeo para não perder no endereço –
http://ocean.com/TOC/FilmMoreINfo.asp?filmID=16

 

Samoa deve ser mesmo uma viagem e tanto!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.