Tahiti também tem flat

#Teahupoo, Tahiti, 13/03/02

Fala galera. Hoje eu passei o dia com os japas! Um dos principais fotógrafos do Japão, N. Kimoto, organizou uma trip para Tuamotu no Cascade com surfistas de lá, oito caras e uma menina.

Como o swell estava pequeno em Tuamotus, eles anteciparam a vinda para a ilha do Tahiti, onde o swell de sul é um pouco mais forte. Aí, Moana David, nosso anfitrião, perguntou se eu queria passar o dia no Cascade com essa galera e eu aceitei.

Foi importante pra testar a internet via Iridium. Tá funcionando, mas muito lenta. Tenho que ver o que há de errado.

Debaixo do maior sol, surfamos um ?reef pass? (passagem no anel de coral que circunda a ilha, onde geralmente tem uma esquerda e uma direita) chamado Teavaiti, onde tem umas marolas quando está quase flat nos outros lugares.

As ondas tinham de 2 a 3 pés (1 metrinho) e não estavam boas porque tava meio mexido. Mas o recife é lindo, com corais de cores fortes e variadas. Só de ficar em pé na prancha e ver os corais coloridos embaixo já vale a caída.

Depois, fiquei um tempão instalando a conexão via satélite no meu computador, porque o do Barco pegou vírus. À tarde os japoneses deram uma caída em Teahupoo e falaram que tinha boas marolas, também de 1 metro, só que lisas e tubulares.

O problema é que deste tamanho fica muito raso e é mais provável de rolar algum corte. Como os caras estão no final da viagem, estão se jogando mais. Tem um com o pé todo cortado.

Eu não consegui decorar os nomes dos japoneses, mas teve um que falou que foi pro Rio uma vez e surfou uma esquerda triangular na frente de uns hotéis. Deve ser o canto esquerdo de São Conrado, a onda que eu mais gosto de surfar no Rio em seus bons dias. Disse também que no Japão, as ondas boas são nas saídas de rio, durante os ciclones de verão.

Espero ter um texto mais interessante amanhã, se o mar der sinal de vida.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.