Suspenso resgate da bóia do Lahimar

O dia do “descobrimento” do Brasil não está sendo comemorado no Laboratório de Hidráulica Marinha (Lahimar), do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

O professor Eloi Melo, responsável pelo Laboratório, deu por encerradas as tentativas de busca do ondógrafo Wave Rider, que fazia o monitoramento da agitação marítima na costa catarinense.

 

A partir de agora, é fundamental a atenção dos navegadores, surfistas e demais desportistas náuticos dos litorais do sul e sudeste do Brasil. A equipe do Lahimar ainda espera que a bóia alcance alguma praia entre Itajaí (SC) e Cananéia (SP).

 

“Daqui para frente, só nos resta contar com a sorte e a colaboração de toda a comunidade costeira”, apela Eloi Melo.

 

No  sábado retrasado o equipamento desgarrou das amarras, que ficam cerca de 35 Km a leste da praia da Armação, no sul de Florianópolis. Um forte swell de su-sudoeste pode ter sido responsável pelo incidente.

 

Na semana passada, Melo e equipe deslocaram-se para o porto de Itajaí, onde conseguiram apoio de um navio da Marinha para rastrear todo litoral norte catarinense em busca da bóia. Em seguida, obtiveram ajuda da Aeronáutica, que disponibilizou um avião da Base Aérea de Florianópolis. A aeronave sobrevoou uma faixa entre a capital catarinense e a Ilha de São Francisco do Sul, no extremo norte do Estado, com o mesmo objetivo.

 

A intenção era captar o sinal de rádio emitido pelo ondógrafo. No entanto, isso não foi possível, pois nem o navio, nem o avião alcançaram um raio menor que 50 Km de distância da bóia, limite de abrangência do seu rádio transmissor.

 

Nesse sentido, o professor Elói Melo lembra que se o ondógrafo entrar na zona de arrebentação e for jogado até a praia pelas ondas, são muito grandes as chances de avaria no sistema eletrônico que há no seu interior.

 

“Ele foi construído para sofrer movimentos verticais e horizontais. Esse tipo de movimentação não causa problemas. Mas a bóia não pode rolar de jeito nenhum, se não teremos que enviá-la ao fabricante na Holanda para consertá-la”, alerta Melo.

 

A bóia do Lahimar é uma esfera de aço, 1 metro de diâmetro. Ela possui uma antena e uma pequena luminária no topo. Há uma haste metálica de forma triangular, presa à “cintura”, que a protege de choques mais bruscos.

 

Desde o final do ano passado, quando foi reformada depois de se soltar pela primeira vez, ela está pintada de amarelo com inscrições sobre o Lahimar e a UFSC. Mesmo depois de meses no mar, ainda que escurecida pela incrustação biológica, as identificações devem estar visíveis.

 

Para os navegadores que possuem sistema de rádio em suas embarcações, vale reforçar que o ondógrafo opera numa freqüência de 28,259 mHz e que as ondas emitidas por ele alcançam até 50 Km.

 

Caso alguém o encontre via sinais e queira rebocá-lo, o trabalho deve fazer com extrema cautela, uma vez que o equipamento pesa cerca de 250 quilos e custa cerca de US$ 45 mil.

 

Caso alguém o localize, deve avisar imediatamente o Lahimar pelo telefone (48) 331-9992.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.