
O Trials do Pipeline Masters 2003 reservou grandes surpresas até qualificar nove surfistas para enfrentarem os 44 melhores do mundo na onda mais tubular de Oahu, Pipeline.
Com lindos tubos em altas ondas de 2 a 3 metros, avançaram para o evento principal Bruce Irons, Derek Ho, Pancho Sullivan, Jamie O’Brien, Jonah Morgan, Brian Pacheco, Kalani Chapman, Marcus Hickman e Fred Patachia.
Houve muitas baixas durante o lindo dia com sol e altas ondas. Rob Machado, vencedor do Pipe Master em 2000, perdeu para um Derek Ho com cabelos grisalhos, mas com a experiência de dois títulos em Pipeline.
Derek ainda fez a mala na primeira apresentação do evento principal do WCT .
Os locais Tamayo Perry – goofy que já venceu um Trials – e o ”Kauai boy” Braden Dias eram duas das maiores esperanças da torcida havaiana que estava em peso na casa de frente ao pico, mas eles não tiveram sorte.
O desconhecido Marcus Hickman foi o destaque da triagem. O havaiano teve seu dia de glória ao pegar um lindo tubo de backside na maior série vista durante o Tria: nota 10. E a participação gloriosa de Marcus não parou por ai, ao vencer a bateria do primeiro round e garantir presença no terceiro round do evento

principal.
Bruce Irons foi o único que confirmou o favoritismo. Apesar de ficar em segundo nos cinco minutos finais, o caçula dos Irons entubou fundo em uma esquerda e tirou um 9.75, carimbando o passaporte para o evento principal.
A escolha de onda e sorte decidiram diversas baterias, pois o swell de Norte/Oeste faz com que muitas ondas fechem, e isso aumenta a chance de experientes competidores como Jamie Obrien e Fred Patachia, que correm o WQS e trataram de surfar diversas ondas intermediárias, fazendo as notas sem esperar as maiores da série, que não eram constantes – caso de Braden e Tamayo.
As ondas pioraram para as oito primeiras baterias do round principal. Mesmo assim, o brasileiro Vitor Ribas arrebentou e ganhou a bateria. Peterson e Herdy surfaram bons tubos, mas foram para a repescagem junto com Paulo Moura, que ficou na última colocação em sua bateria.

Kelly Slater e Andy Irons ainda não caíram na água. O espetáculo tarda, mas não falha.
Agora é torcer para os brasileiros mostrarem os dentes em Pipe e nos trazer muitas alegrias. Onda é que não vai faltar. A previsão é da entrada de mais um swell para o segundo dia de competições do Pipe Masters.
Aloha