Transporte de pranchas

Surfistas combatem taxas

Taxas de prancha cobradas pelas companhias aéreas são absurdas. Foto: Aleko Stergiou.

As taxas cobradas pelas companhias aéreas incomodam cada vez mais os surfistas. Nos Estados Unidos, surfistas fizeram uma petição contra o abuso.
 
“Infelizmente a página é em Inglês, mas acho que é um dever de todo surfista assinar. Quem viaja de avião levando na bagagem uma ou mais pranchas sabe o prejuízo que é ter que pagar as abusivas taxas cobradas para transporte de pranchas”, diz o designer gráfico baiano Tom Almeida.
 
Por conta disso, foi criado um abaixo-assinado mundial não só contra as cobranças absurdas, mas também contra algumas companhias aéreas que não estão mais aceitando esse tipo de transporte, como a Delta.
 
No fim do texto, os autores solicitam uma contribuição financeira à causa, mas não é obrigatória. Já foram obtidas quase 5 mil assinaturas.

 

As pessoas podem checar depois que assinam no botão “signatures” ou enviar para os amigos assinarem pelo botão “e-mail friends”.

 

Para assinar a petição, visite o site Ipetitions.com.
 

Brasil – No último dia 10 de setembro, o projeto de lei que permite aos passageiros de avião utilizar a franquia de bagagem para o despacho de “todo e qualquer objeto”, com as exceções previstas em lei, recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

 

Essa franquia estabelece qual o tipo de bagagem e quantos quilos cada passageiro pode despachar gratuitamente.

 

Segundo o relator da matéria na CCJ, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), a proposta visa acabar com as restrições que prejudicam atletas e profissionais que dependem de equipamentos para exercer suas atividades – há empresas aéreas que cobram pelo transporte desses itens, por classificá-los como “bagagem especial”.

O deputado Celso Russomanno (PP-SP), autor do projeto, lembra, no texto da proposta, que “as empresas aéreas nacionais consideram como bagagem especial e, portanto, fora da franquia, qualquer objeto de uso pessoal do passageiro, inclusive material esportivo, que não se enquadre dentro das especificações de tamanho estabelecidas pela International Air Transport Association – Iata”.

 

Mas admite que algumas empresas são mais flexíveis que outras: “A aceitação desses objetos dentro da franquia de bagagem varia de acordo com a empresa aérea”. Ele destaca também que, “apesar da adoção, pela companhias aéreas nacionais, dos parâmetros estabelecidos pela Iata, não existe no Brasil nenhuma norma que enumere os objetos passíveis de cobrança como bagagem especial”.

Para o catarinense Rafael Minatto, estudante de Direito e free surfer, se o projeto for transformado em lei, o que está muito perto de acontecer, será extremamente vantajoso.

“As empresas que costumavam ‘meter a faca’ no preço de transporte de pranchas, que muitas vezes chegavam a US$ 200 por unidade, não poderão cobrar absolutamente nada pelo material que estiver dentro do peso máximo estabelecido”, diz Rafael.

Fontes Surfline.com e Senado.gov.br.

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