O surfista franco-brasileiro Eric Rebiere participou no início do mês de abril do Nixon Surf Challenge 2011, tradicional competição que reuniu grandes nomes do surf europeu nas geladas ondas de Lofoten, Noruega.
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Pela primeira vez, em dez anos de realização, o evento foi disputado fora do principal palco, o pico espanhol de San Sebastian. A organização considerou a mudança positiva e três dias de muito surf e frio foram realizados em clima de confraternização nas ilhas norueguesas, localizadas no Círculo Polar Ártico, limite da área que circunda o Pólo Norte e onde prevalecem características das regiões polares.
O vencedor foi o francês Michael Picon, em temperaturas que chegavam abaixo de zero graus. O atleta, que já fez parte da elite mundial, levou o trofeu de melhor surfista do evento. Já o atleta das Ilhas Reunião, Frederic Robin, faturou a categoria ‘Coldest Surfer’ depois de perder a sensibilidade das mãos durante cerca de 24 horas por causa do frio.
“Ao entrar na água ficávamos mais quentes do que lá fora. Pra sair era pior. Fomos ao um pico de direitas e esquerdas perfeitas de meio metro, com uma sensação térmica fora da água de menos 10 graus”, afirma Eric Rebiere, um dos destaques nas ondas que passaram dos 2 metros.
“Fredo Robin quase chorou. Eu e o Benjamin Sanchis o chamávamos de mulherzinha, mas estava muito frio (risos)”, brinca o atleta, nascido em Arraial do Cabo (RJ) e que também já participou do World Tour.
“No segundo e terceiro dia as ondas só melhoraram e desfrutamos bons momentos, sempre com muitas gargalhadas, histórias e ótima comida no hotel. Com peixes da melhor qualidade”, relata o big rider.
“A lenda diz que o peixe era sempre pescado no mesmo dia em que comíamos. Também falaram que o bacalhau fresco e o salmão do último jantar tinham sido pescados por um turista, duas horas antes em uma ilha ali perto”, diz.
Rebiere chegou a escrever uma matéria para um jornal local e nela afirmou que recebeu vários e-mails sobre a existência de outer-reefs fantásticos na região. O franco-brasileiro chegou a dizer que voltaria ao país em busca das ondas gigantes.
“O único problema é que os jet-skis não têm permissão por lá. Na remada as baleias assassinas, normais na Noruega, se tornam um problema. Além do mais tomei uma cerveja em um pub e foi 9 euros (risos). Mas a trip foi demais, com paisagens que marcaram para a vida inteira, além de surfar de uma forma diferente: ondas perfeitas e sem ninguém!”, finaliza o brasileiro.
Confira acima o vídeo com os melhores momentos do Nixon Surf Challenge 2011.
Foto da capa Jose V. Glez