
Uma das melhores edições de uma revista de surf na minha opinião. Foi a conclusão que cheguei depois de conferir a edição de março da revista norte-americana Surfing, principalmente pela capa, que me chamou muito a atenção.
Em preto e branco, na prateleira de um posto de gasolina, ela reinou absoluta no meio de outras publicações de renome como Surfer, Transworld etc.
Na capa, a maior vaca da década em Waimea, com o local de Maverick’s Flea
Virostko sendo o protagonista em um dia de muito sol.
Os

editores, mesmo com toda a luz e foco necessários, preferiram colocá-la em preto e branco, ressaltando ainda mais a pauta principal da revista – o perigo do nosso dia-a-dia surfando.
Sempre fui amarradão em fotos preto e branco. Sem a sensibilidade e astúcia dos editores para colocar um wipeout preto e branco na capa, essa foto provavelmente seria mais uma ilustrando o material sobre o Eddie Aikau.
O cara não ganhou o evento e a foto ainda é de uma vaca. Entre os diversos perigos enfrentados por nós, eles

escolheram os 10 mais próximos de suas mentes e, consequentemente, de suas telas de computador.
Caso de ataques de tubarão; águas-vivas gigantes; batidas de carro em surf trips; tomar um caldo em Cortez Bank; ser descascado pelo fundo de coral em Teahupoo; quebrar as pernas em um lugar selvagem como Gradjangan; ser
roubado durante uma trip.
As histórias foram contadas pelos próprios envolvidos, ou autores, como quiserem. A foto do amigo do fotógrafo Aaron Loyd desfigurado depois de um acidente de carro em uma surf trip e o tratamento de limão feito nas costas do local de Teahupoo, Raimana Van Bastolear foram as que mais me fizeram viajar no artigo.
Outras histórias também são bacanas, tem para todos os gostos. O perfil do free surfer Bryan Conley também foi muito bem redigido.
O editor Evan Slater exalta que o surf não é um esporte perigoso, se formos analisar as estatísticas. Mas é sempre bom ficarmos ligados nos perigos existentes. A revista é gringa, mas sem preconceitos, foi muito bem editada.
Aloha