
As praias tradicionais do surfe francês estão interditadas. As praias entre Les Landes e Gironde, região próxima da fronteira atlântica com a Espanha, foram atingidas pelo óleo derramado na Espanha pelo navio Prestige em 18 de novembro do ano passado.
Placas de aproximadamente 30 centímetros de diâmetro surgiram chegaram ao litoral francês no último sábado (04/01). Lacanau e Hossegor ficam na região atingida pelo óleo derramado na Espanha.
Por isso, a prática do surfe está temporariamente fora de questão na área afetada.
Segundo a agência de notícias Reuters, uma frota de barcos de pesca enfrentou um mar revolto para chegar ao local onde uma mancha de óleo do navio naufragado Prestige chegou ao litoral francês. A TV francesa mostrou imagens de trabalhadores com máscaras retirando petróleo e lançando dentro de baldes, enquanto espectadores – cujo acesso às praias foi impedido para evitar contaminação – espumavam de raiva.
“Essa coisa deveria ser esfregada na cara dos responsáveis por isso”, disse um morador.
“É horrível ver isso”, disse uma mulher. “Há mais do que já havia ontem, e haverá ainda mais amanhã.”
A França assumiu o controle da coordenação da limpeza, em substituição à Espanha, depois que um sobrevôo da região mostrou cerca de 15 poças de óleo de tamanho médio a cerca de 80 quilômetros da costa atlântica francesa, segundo autoridades marítimas.
Os proprietários de hotéis estão preocupados com o impacto sobre o turismo, uma das principais fontes de receita para a região. “É pior do que o derramamento do Erika”, afirmou Evelyne Baron, proprietária de um hotel, ao jornal Le Parisien, referindo-se ao desastroso vazamento do petroleiro Erika, que afundou próximo à costa britânica, em 1999.
“O Erika derramou todo o petróleo que carregava de uma vez, enquanto, com o Prestige, realmente não sabemos o que vai acontecer.”
Uma mancha de óleo negro viscoso, proveniente do petroleiro naufragado Prestige, atingiu as praias francesas hoje, enquanto habitantes do local esperavam uma esquadra de barcos e trabalhadores encarregados da operação de limpeza.
O navio-tanque, carregado com 77 mil toneladas de petróleo, apresentou um vazamento em novembro, no litoral espanhol, partiu-se em dois e afundou seis dias depois.
A maior parte do petróleo afundou com a embarcação que, desde então, tem derramado óleo a 3,5 quilômetros da superfície, a uma taxa que pode torná-lo uma ameaça por vários meses.
Ventos fortes espalharam bolhas de petróleo em praias populares da região francesa de Landes, perto de Bordeaux. Autoridades prevêem que depósitos maiores do combustível chegarão no fim de semana.
Conforme a imprensa espanhola, as manchas de petróleo que se dirigem à França tem o tamanho da cidade de Nova York.
A França, que defende que a União Européia adote regras de segurança mais rígidas para os navios-tanque, iniciou esta semana um investigação criminal sobre a responsabilidade sobre o vazamento do Prestige.
O primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, foi até o local e exigiu o pagamento de 50 milhões de euros para pagar os gastos com a limpeza.
O vazamento do navio Erika causou prejuízos da ordem de US$ 860 milhões, e a empresa petrolífera francesa TotalFinaElf recebeu ordem de pagar cerca de US$ 7,6 milhões por sua responsabilidade no desastre.
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