
O crescimento do surfe feminino não pára. Mais do que nunca as meninas estão mostrando atitude e estão passando menos tempo na areia e mais tempo dentro da água, tornando o outside um lugar mais florido e perfumado.
Para o surfe em geral este é um grande negócio, em todos os sentidos. Várias marcas de surfwear já dividem suas coleções por igual entre masculino e feminino.
Isso mostra, entre outras coisas, o amadurecimento do esporte, que cresce para o lado que o COI recomenda: incentivando a prática esportiva entre as mulheres.
Nos primórdios do surf feminino, as meninas ainda tinham dificuldade em surfar de igual para igual com os homens. Depois do surgimento de Andréa Lopes, que mostrou que era possível atingir um nível mais alto, vários talentos têm surgido no Brasil.

Temos inclusive duas campeãs mundiais pela ISA, Alessandra Vieira, em 94, e Tita Tavares, em 2000. Temos também Jacqueline Silva, top mundial que já ganhou duas vezes em Haleiwa, no Hawaii, e campeã mundial do WQS em 2001.
Desta vez a explosão do surfe feminino é mais intensa, principalmente devido a facilidade de acesso e ensino adequado das escolinhas, além da popularização do nosso esporte.
O efeito deste crescimento ainda não se materializou, mas prevejo uma grande geração a caminho nos próximos anos.
O surgimento de pranchas de borracha e o uso do pranchão também têm ajudado muito na quebra da barreira do medo, além de aumentar a taxa de sucesso da experiência dentro da água.

Algumas até desistem do bodyboard para tentar ficar em pé. Este não é só um fenômeno brasileiro, é mundial, pois na África e na Austrália têm lojas de surfe só para meninas.
O Brasil não está muito atrás e estamos crescendo a olhos vistos neste segmento.
Surfistas como Andréa Lopes e Brigitte Mayer ainda estão na ativa e dividem um pouco deste bolo, que começa a crescer.
Elas merecem todo o reconhecimento, assim como outras pioneiras, a exemplo de Roberta Borges, Tanira Guimarães e Fernanda, primeira surfista brasileira.
Neste fim de semana as meninas estarão na Barra da Tijuca em um circuito patrocinado pela Petrobras, que está revelando um grande talento, a cearense Silvana Lima.
Para quem acompanha toda evolução desta categoria é muito gratificante ver este crescimento e que aquela semente plantada lá atrás acabou gerando grandes frutos. A força das mulheres será fundamental para o fortalecimento do nosso esporte na sociedade. Boas ondas meninas!