
Acabo de receber da amiga dra. Cecília Breda e-mail surpreendente, anunciando o primeiro campeonato de Surf para… advogados!
Como estudei Direito com afinco e prazer e sou surfista, imediatamente comecei a pensar o que isto possa significar: seria, como muitos pensam, sinal inequívoco do fim dos tempos: advogados que surfam?!
Sem dúvida. Acaba-se o tempo das bancas e seus mercados cativos. Inaugura-se o mercado das empresas jurídicas prestadoras de serviços.
Encerra-se o tempo das capitanias hereditárias e inicia-se o tempo da concorrência, das disputas de preço.
É o fim das horas ilimitadas e dos contratos sem risco; agora é o tempo das parcerias, da transparência e da contraprestação.
Termina a autoridade, entra o cliente. Sai a velha publicação encadernada igual e entra o Migalhas.
Muito bem, acaba-se o berço esplêndido, mas o que isto tem a ver com o Surf ? Muito.
Ao escolher um novo parceiro jurídico que qualidades se buscam ? Justamente aquelas que um surfista tem que ter.
A coragem dos mares. Força e determinação para enfrentar a arrebentação e finalmente atravessá-la; paciência para esperar.
A habilidade em entender as ondas e saber o melhor momento para descê-las suavemente enquanto o mar ao lado explode em violência.
Capacidade para se expressar no fluído. Humildade para saber que no mais selvagem a única chance de sucesso é ser o mais civilizado.
Tudo o que um excelente advogado precisa ser.
São estes que surfaram no último dia 22 no Guarujá. Recomendo anotar nomes e escritórios. Afinal, nestes novos tempos, de mares e ressacas bravias, o que melhor para se ter ao lado do que um advogado – que surfa?
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Oswaldo Pepe, advogado (OAB 50231) transformado em profissional de comunicações, é surfista e migalheiro.