Rodrigo Barretto

Surfe baiano de luto

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Rodrigo Barretto em uma bomba no Farol de Itapuã, Salvador (BA). Foto: Diego Freire / Surfbahia.com.br

 

Depois de travar uma grande batalha contra o câncer, o surfista baiano Rodrigo Barretto não resistiu e faleceu na noite do último domingo, aos 43 anos.

No início deste ano, “Rodrigão”, como era conhecido no meio do surfe, foi diagnosticado com um câncer no pulmão e chegou a ter um dos rins retirado. A doença se espalhou e chegou a atingir o cérebro.

Revelado nas ondas de Ilhéus, Rodrigo marcou presença em diversos pódios em sua carreira no cenário estadual, apesar de não se dedicar com afinco à carreira competitiva.

Goofy footer, era dono de um surf forte e se orgulhava das suas famosas “patadas” nas ondas com seu jeito irreverente de ser. Inspirou muitos surfistas da sua geração.

O legend morou por um bom tempo em Salvador e mostrou muita atitude sempre que o Farol de Itapuã bombava.

Em abril de 2009, um swell histórico proporcionou momentos clássicos em Itapuã e foi destaque na edição de junho da revista FLUIR. As páginas da reportagem “Lampejos do Farol” reuniram fotos de Rodrigo e de outros nomes nomes do surfe baiano como Armando Daltro, Bruno Pitanga, Heloy Júnior, Takyto Adachi e Daniel “Rato”.

Rodrigo Barretto deixa a esposa Ana Carolina e o filho Otto.

Seu corpo será cremado em São Paulo (SP), onde estava internado, e as cinzas serão levadas a Ilhéus.

A equipe Fluir / Waves envia condolências e conforto aos amigos e familiares de Rodrigo Barretto.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)