Pico oceânico

Surfando em segredo

Na última quinta-feira, o litoral de São Sebastião (SP) bombou altas. 

Logo cedo, às 7 e pouco da manhã, a barca já estava formada. Havia conversado na quarta com o Saulo Ramos, pois já tinhamos observado as espumas à tarde e a previsão era de o swell aumentar e manter a direção. 

Fomos ao barco do Panda, com o Saulo no jet acompanhando. Estavam no barco o Munir El Hage, o Wagner Pupo, o Leo, o Rikka, o Panda e eu. O dia estava perfeito, sem nuvens, e logo depois da saída da barra de Boiçucanga pudemos ver as linhas marchando consistentes em direção à praia.

Ao chegar, aquele visual alucinante, sem ninguém na água. As séries entravam a cada 10 minutos, com algumas bombas beirando os 10 pés, mas na média estavam com 8 pés sólidos e sem vento.

A maré estava muito vazia e a onda perigosa, com as pedras expostas. A galera não teve dúvidas e se jogou com vontade e sem medo de ser feliz. O Munir pulou na água para fazer umas imagens bem debaixo do lip da craca e eu fiquei clicando do barco.

Pouco depois chegava o Sávio e, em outra barca, a molecada de Juquehy, com o Tide e o Testinha, que pegou altos barrels no inside da onda. Aos poucos o crowd aumentou, comparecendo o Renan, o Bahia e o Alemão de Maresias. Por volta das 2 da tarde, o mar começou a abaixar e o sol sumiu, deixando as condições a desejar em termos de tamanho e qualidade.

Os jets compartilharam o line-up com o pessoal da remada sem maiores problemas e o único saldo negativo foram cortes nos pés do Vala e do Testinha, provocados pelas pedras, e duas pranchas quebradas que foram parar nas pedras. Na volta, todos com aquele sorrisão estampado no rosto, depois de um dia de altas ondas em um lugar muito especial.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.