Na última quinta-feira, o litoral de São Sebastião (SP) bombou altas.
Logo cedo, às 7 e pouco da manhã, a barca já estava formada. Havia conversado na quarta com o Saulo Ramos, pois já tinhamos observado as espumas à tarde e a previsão era de o swell aumentar e manter a direção.
Fomos ao barco do Panda, com o Saulo no jet acompanhando. Estavam no barco o Munir El Hage, o Wagner Pupo, o Leo, o Rikka, o Panda e eu. O dia estava perfeito, sem nuvens, e logo depois da saída da barra de Boiçucanga pudemos ver as linhas marchando consistentes em direção à praia.
Ao chegar, aquele visual alucinante, sem ninguém na água. As séries entravam a cada 10 minutos, com algumas bombas beirando os 10 pés, mas na média estavam com 8 pés sólidos e sem vento.
A maré estava muito vazia e a onda perigosa, com as pedras expostas. A galera não teve dúvidas e se jogou com vontade e sem medo de ser feliz. O Munir pulou na água para fazer umas imagens bem debaixo do lip da craca e eu fiquei clicando do barco.
Pouco depois chegava o Sávio e, em outra barca, a molecada de Juquehy, com o Tide e o Testinha, que pegou altos barrels no inside da onda. Aos poucos o crowd aumentou, comparecendo o Renan, o Bahia e o Alemão de Maresias. Por volta das 2 da tarde, o mar começou a abaixar e o sol sumiu, deixando as condições a desejar em termos de tamanho e qualidade.
Os jets compartilharam o line-up com o pessoal da remada sem maiores problemas e o único saldo negativo foram cortes nos pés do Vala e do Testinha, provocados pelas pedras, e duas pranchas quebradas que foram parar nas pedras. Na volta, todos com aquele sorrisão estampado no rosto, depois de um dia de altas ondas em um lugar muito especial.






















