Surf trip de negócios

Bruno Lemos, Antonio Ricardo e Anthony Doyle depois de um estafante dia de surf e reuniões no Hawaii. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Homem de TV desde 1983 e waterman há 30 anos, o carioca Antonio Ricardo, diretor do canal Woohoo, está trabalhando e ao mesmo tempo curtindo no Hawaii, sede de um encontro do canal Boomerang, de propriedade do grupo Turner, parceiro internacional do primeiro canal exclusivo de esportes de ação na América Latina.

 

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?Estive com Anthony Doyle, vice-presidente da Turner. Ele pega onda e surfamos todos os dias bem cedo?, revela Ricardo.

 

Sócio de Ricardo Bocão, outro ícone da comunicação do surf nacional, Antonio Ricardo tem 43 anos e começou a surfar no Arpoador com os amigos Jefferson, Moyses, Gironso, Fernando Bittencourt, Rosaldo, Mario Gago e outros. 

 

Ele ainda dá suas quedas no Arpex, mas a realidade atual é a de reuniões no Hawaii, e em outros endereços elegantes, com homens de negócios como Gilberto Souto Maior, diretor de operação de TV paga da Telefonica.

 

Idealizador do Woohoo ao lado de Bocão, Ricardo diz que passou a ver o projeto com mais objetividade nos últimos seis anos, período em que eles trabalharam no canal Sportv, do sistema Globosat.

 

?Passamos a trabalhar com um plano de negócios. E em algumas vezes estivemos perto de lançar o canal, mas o mercado não ajudou. Agora, deu tudo certo e o momento não poderia ser melhor?, explica.

 

De onde surgiu a idéia do nome Woohoo?
Eu estava vendo um filme com minha filha Nicole, na época com uns 7 anos. Havia um menino que descia uma ladeira de bicicleta e gritava ?woohoo?. Estava em closed-caption e eu gostei da grafia de quatro letras “o”. O som também era ótimo e do universo dos esportes de ação. Aí, acendeu a luzinha das idéias. Estava difícil conseguir um bom nome para o que na época era um projeto.

 

Quais os principais desafios para transformar uma produtora em um canal de TV?
Foram muitos. Às vezes, chegávamos perto e depois tudo parava. Eu nunca desisti, fiquei obcecado, foi um desafio pessoal. Depois de fazer TV por mais de 18 anos, me sentia batendo no teto. Queria crescer. O desafio número um foi não desistir, não desanimar com os “não” e as enrolações. O número dois foi conseguir operadoras interessadas em carregar o canal. O mercado é muito fechado, monopolista. Quando conseguimos o apoio da Neo TV, uma associação de operadoras, o negócio começou a andar.

 

Como preencher uma programação 24 horas no ar?
A nossa vocação é produzir conteúdo. Assim, aumentar a quantidade não foi um grande problema. Temos um arquivo muito grande, além de estrutura e uma ótima equipe com uma experiência boa. Então, nos reforçamos com gente nova que manda bem. Investimos em equipamento de ponta, câmeras de disco ótico e lentes superpotentes, novas ilhas de edição… Isso tem nos ajudado a produzir bastante. Por enquanto não tem faltado programação. Na época do Realce e Vibração, produzíamos quatro horas inéditas por semana. No Zona de Impacto chegamos a ter 14 programas. Produzir o canal está bem tranqüilo.

 

Qual a vantagem de ter uma hora de Woohoo na TV aberta?

Poder falar com mais de 20 milhões de pessoas e levar os esportes de ação e comportamento jovem para quem não pode pagar pela TV por assinatura. Também garantimos um retorno bem maior aos anunciantes.

 

O que o público pode esperar do Woohoo no futuro?
O Woohoo será o melhor canal de esportes de ação e comportamento jovem da
América Latina. Pretendemos entrar também em Portugal e na Ásia. Vamos produzir cada vez mais programação de qualidade, conforme o crescimento do canal em número de assinantes. Também queremos lançar outros canais Woohoo em um futuro próximo.

 

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