
Enquanto ao lado esquerdo do Quebra-Mar de Santos os surfistas competiam pela primeira etapa do campeonato santista na semana passada, do lado direito uns poucos sortudos aproveitavam o swell para desafiar a força das ondas no pico conhecido como Prainha, que naquele dia atingiram mais de dois metros em algumas séries.
Espremida entre o emissário e a ilha de Urubuqueçaba, as ondas do local passam lambendo as pedras e uma vaca ali pode significar momentos de terror.
As ondas se formam na frente do Quebra-Mar e correm em direção à ilha. Talvez pelo cano que passa embaixo, ou mesmo pela proximidade das pedras, que fornecem um balanço extra, essas ondas costumam ser mais rápidas e pesadas do que as direitas, sempre com alguns centímetros a mais.
Para quem está sobre o Quebra-Mar o show de surf é garantido, com os surfistas passando a poucos metros do local.
O emissário submarino começou a ser construído pela SABESP em 1974 e foi finalizado em 1978.
Os tubos de aço que correm submersos por mais de quatro quilômetros foram importados da Sardenha, Itália, e o aterro conta com uma área de mais de 8 mil metros quadrados, formando um palco perfeito para os campeonatos de surf.
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