Por trás das notas

Surf em nova dimensão

As transmissões das duas últimas etapas do WCT, feitas pela Sportv, foram realmente emocionantes. Elas deram um grande e novo impulso ao nosso esporte.

 

Os níveis de audiência comprovaram a força do surfe abrindo mais uma frente para a divulgação, ampliando o campo de ação para atletas patrocinadores, profissionais do esporte e de mídia.

 

Emoção expectativa e alegria. Cheguei tarde em casa, sem saber nada sobre o campeonato, e liguei a tv e o computador. Enquanto entrava no Windows, o controle passou pelo 38, parei na hora e não acreditei.

 

Estava rolando a bateria do Neco, ele estava indo bem, precisava de uma boa pontuação normal, mas a ansiedade pelas notas me deixava nervoso, quando finalmente ele pega aquela onda, some e sai junto com o spray…

 

Era um dez que eu comemorei junto com o Bocão, Diana e provavelmente a maior galera de norte a sul do Brasil.

 

As imagens estão sendo geradas pela Internet e ainda não se tem a qualidade ideal, mas para quem ficava acompanhando notas na tela do computador até pouco tempo atrás, poder ligar a televisão em qualquer lugar e ver um brasileiro competindo no circuito mundial é realmente um grande passo para o nosso esporte.

 

Temos de destacar também a participação do Paulo Moura, que com um excelente quinto lugar foi o melhor brasileiro no Tahiti. Ele mostrou seu talento para os tubos e provando que quanto mais treino no local das provas mais domínio sobre as ondas se adquire. Muito legal para o Paulo, que é um pouco tímido e teve seu nome exposto na mídia por vários dias. Bom para ele e seus patrocinadores.

 

 

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Não foi a primeira vez que uma etapa foi transmitida ao vivo, mas agora parece que o momento está mais propício, e quando se fala de ondas como Tahiti e Fiji elas vão ser sempre uma atração a mais, até para os leigos, que se encantam com o tamanho e intensidade das ondas.

 

Os atletas brasileiros sentiram a importância desta exposição e estão sendo solícitos, espero que com este novo retorno eles possam ter contratos melhores e poder se preparar melhor para disputar de igual para igual com os melhores do mundo.

 

 

Através da entrevistas podemos ficar sabendo dos detalhes de antes, durante e depois da bateria, como no caso da bateria que o Peterson perdeu no Tahiti, quando ele disse por telefone que ele simplesmente não sabia de quanto precisava. Vendo na TV e sabendo da nota necessária, achamos que ele ficou esperando muito.

 

O Webcast, que é a transmissão pela Internet, já e uma realidade e ainda fornece as notas online.

 

Parece que os números chegam a mais de 500 mil pessoas conectadas simultaneamente em todo mundo, o que não e pouca coisa, mas para o mercado ainda muito segmentado, pela televisão se alcançam mais lugares, residências, bares, clubes e trazendo a participação de nossos surfistas no circuito mundial para os adicionados e para gente que nunca ouviu falar do nome deles.

 

O melhor de tudo é que isso está parecendo só o começo, as transmissões das etapas do circuito mundial na TV vão acabar provocando desdobramentos, como análises, mesas redondas, dando mais espaço para surfistas e profissionais que cobrem e que vivem do esporte.

 

Comandados pelo âncora Ricardo Bocão, tivemos o prazer de ouvir comentários muito inteligentes do Guilherme Herdy, do Pedro Henrique, e do nosso querido Picuruta, que deu um toque divertido para a transmissão e para uma das mesas redondas que participei.

 

Numa delas tive o prazer de conhecer o repórter Régis Rosing, que acompanhou a abertura do circuito e a etapa de Teahupoo. Curiosamente ele me disse que sentiu falta de técnicos brasileiros acompanhando nossos surfistas no circuito mundial, aí, eu disse que os atletas mal têm dinheiro para eles coisa e tal.

 

Depois fiquei pensando, com TV pode se ter mais grana, com mais exposição pode ser que os técnicos tenham mais um espaço no mercado, e quem sabe não está aí a chave para um título mundial?

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