Litoral gaúcho é marcado pelas mortes de surfistas em redes de pesca. Foto: Adriano Rebelo.

Em reunião realizada na tarde da última quinta-feira na Prefeitura de Xangri-Lá, litoral Norte gaúcho, foram definidas as áreas para prática do surf e da pesca no município.

 

A região tem um ponto muito cobiçado pelos surfistas da região: a plataforma de Atlântida.

 

Depois de um período de controvérsias e incertezas sobre as áreas, foi dado um passo importante para a solução deste problema.

 

As áreas acordadas entre as entidades envolvidas diretamente nesta questão correspondem em duas partes distintas.

 

Pescadores e surfistas chegam a um acordo no Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação.

A primeira, em Rainha do Mar, o espaço exclusivo para a prática do surf totaliza 1.200 metros, mais especificamente entre as avenidas Agatha e Esmeralda.

 

A mais significativa, objeto das últimas polêmicas, é a de Atlântida, com 3.000 metros de extensão.

 

Este espaço vai da Rua Tainha até a divisa com o município de Capão da Canoa, que por sua vez junta-se a área que já é destinada ao surf naquele município, acrescentando mais alguns quilômetros de sinal verde para o surf.

 

Participaram desta reunião Paulo Santana, secretário do Turismo e Meio Ambiente de Xangri-Lá, Paulo Matos, presidente da Associação dos Pescadores, além dos representantes das entidades ligadas ao surf como Orlando Carvalho, presidente da FGS, e André Quevedo, presidentes das Associações de Surf de Rainha do Mar, e Frederico Figueiró, de Xangri-Lá.

 

No encontro o acordo foi firmado principalmente entre os surfistas e pescadores, classes totalmente envolvidas na questão. O representante dos profissionais de pesca do município, Paulo Matos, comprometeu-se a orientar os outros pescadores sobre estas novas decisões, inclusive ficando responsável pela informação de redes de pesca que não estiverem em local próprio.

 

Para Orlando Carvalho, presidente da FGS, a conciliação entre as partes é o mais importante neste acordo. ?De nada adianta criarmos leis se elas não forem cumpridas. A solução deste problema passa necessariamente por um acordo real entre os surfistas e pescadores e isso foi feito. Em vez de discórdia, optamos pelo caminho do diálogo e da conciliação?, diz.

 

Um projeto ambicioso lançado durante o encontro tentará por fim à prática de pesca através de cabos de rede. O projeto, que será executado em conjunto pelas entidades envolvidas, consiste na busca por recursos para a compra de um barco de pesca que seria usado de forma comunitária entre os pescadores da região.

 

Além de aumentar significativamente a produtividade da classe pesqueira, esta solução acabaria de uma vez por todas com o problema de acidentes com os surfistas.

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