Por trás das notas

SuperSurf deveria ser WQS

Sempre fui a favor de que os circuitos nacionais fizessem parte do WQS. Ainda mais porque a partir de 2006 nossos surfistas do WCT não poderão mais competir no Super Surfe.

 

Além disso, pelo novo sistema de pré-qualificação nos eventos de cinco e seis estrelas, muita gente fica de fora e alguns talentos estão ficando parados no tempo e sem perspectivas.

 

Voltar a fazer parte do circuito mundial seria uma grande oportunidade para os surfistas nacionais terem no Brasil, além dos eventos atuais, várias etapas três e quatro estrelas, como uma perna ou coroa nacional decidindo os campeões brasileiros, proporcionando a todos os surfistas brasileiros um real plano de carreira para o WCT.

 

Todo circuito paralelo prejudica o foco de um plano de carreira. Unindo os esforços e os rankings, todos sairiam ganhando – menos alguns privilegiados.

 

Os patrocinadores teriam um produto melhor e de vida mais longa. Surfistas teriam mais chance de marcar pontos no WQS e, conseqüente, ganhar mais dinheiro.

 

O circuito Super Trials poderia ter etapas de uma ou duas estrelas e todo esforço seria recompensado por pontos que valeriam tanto para se definir os campeões nacionais quanto para uma futura classificação para o circuito mundial.

 

Paralelamente, para que o plano de carreira do surfista brasileiro seja mais completo, deveríamos ter mais eventos sub 20 Pro Junior, masculino e feminino.

 

Em todos os lugares do mundo acontecem etapas paralelas ao WQS e WCT. No Brasil, fora os dois eventos da Billabong e o evento especial da Oakley, quase não existem eventos para esta categoria.

 

Na minha opinião esse é um dos grandes abismos que os nossos surfistas da nova geração têm de enfrentar para acompanhar o desenvolvimento dos juniores australianos, além das antigas barreiras da língua e da diferença de qualidade de ondas surfadas no dia-a-dia e da estrutura de uma maneira geral.

 

Até o final dos anos 80, ser campeão brasileiro significava ter sido o melhor entre todos os surfistas em atividade no país. As pessoas escalavam os Tops 16 da Abrasp de cor e salteado.

 

Depois, Fábio Gouveia e Teco Padaratz viraram Tops do surfe mundial. De lá para cá os horizontes se expandiram e, sem desmerecer ninguém, ser campeão brasileiro não traduz mais ser o melhor surfista do país e sim ser campeão de um determinado circuito nacional fechado.

 

Não adianta tapar o sol com peneira. E o produto só tende a melhorar se for aberto e distribuindo pontos para o circuito mundial.

 

Queria deixar claro, minha intenção não é ser o dono da verdade nem bombardear o circuito nacional.

 

Quero sim provocar a discussão para que o produto melhore, sempre no intuito de colocar o surfe no caminho certo, para que todos os envolvidos tenham uma melhor perspectiva de futuro, principalmente os profissionais do esporte e as novas gerações do surfe brasileiro.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.