
A idéia de realizar um Super Tour, sempre foi a de levar o bodyboard a seus limites. Colocar os atletas em ondas boas para a pratica do esporte.
Ou seja, grandes e tubulares. Ficou definido que em 2002, teríamos apenas 24 competidores no tour, diferente de 2001, onde competiam 44 atletas.
O objetivo foi o de ter todos os atletas presentes durante os períodos de espera. E para fazer um trabalho melhor de divulgação e marketing, atraindo assim grandes patrocinadores.
Outro objetivo do tour era o de fazer as melhores fotos e imagens do esporte, fazendo com que o bodyboard seja reconhecido da maneira correta em todo o mundo. O marketing do bodyboard ficou largado por anos, sendo apresentado da maneira errada. É hora de levarmos esse esporte a um nível maior.

The Box, Australia – Maio de 2002
A abertura do Super Tour 2002 foi em Margareth river, west australia. The Box é uma onda perfeita para a realização de qualquer evento. As ondas demoraram a chegar, mas valeu a pena, pois o evento rolou em dois rounds nas direitas perfeitas de 4 a 5 pés.
Quem ganhou a etapa e largou na frente no ranking foi o australiano Beau Day. O evento teve a cobertura de várias mídias, inclusive da TV nacional australiana. Também foi divulgado na internet de todo o mundo. O vídeo que foi produzido com as imagens do campeonato, traduziu bem esse bom começo de tour.
Shark Island – junho / julho de 2002

O evento de Shark Island foi outro teste para o tour. Com 5 semanas de janela para a espera das melhores ondas. Os vinte primeiros colocados em The Box estavam presentes e as quatro vagas restantes foram preenchidas por locais australianos. O evento foi vencido pelo brasileiro Guilherme Tâmega.
Sydney tem uma das maiores concentrações de bodyboarders do mundo. No tour de 2002, tivemos duas grandes chances de expor o esporte em lugares em que o mercado está consolidado, na australia e no Hawaii. O Human Shark Island deu gás no tour, com ampla cobertura da mídia australiana e exposição mundial através do vídeo produzido com as imagens do evento.

Ilhas Mentawaii – agosto / setembro
Esse era um evento que tinha muito potencial, mas as ondas não rolaram do jeito que todos gostariam. O governo das Mentawaii deu todo o apoio a realização da etapa. Além da cerimônia de abertura, o governo colocou a disposição barcos e dois oficiais que cuidaram para que nada desse errado.
Os bodyboarders assistiram a uma palestra do Dr. Jenkins, da Surf Aid Internacional. Na chegada, os competidores doaram roupas, repelente de mosquito, remédios, canetas e lápis para a causa da Surf Aid.
A Malaria é o maior assassino da região, logo, as coisas que são simples para nós, fazem uma diferença gigante para o povo de lá. O evento rolou em dois rounds, com ondas de 3 a 4 pés e foi vencido pelo brasileiro Guilherme Tâmega, que assumiu a liderança do tour 2002.

Cloud 9, Filipinas – outubro 2002
Alguns atletas optaram por descartar esse evento por razões estratégicas que foram aceitas. O governo da Ilha de Siargao, ficou bastante impressionado com o show dos bodyboarders e o nível do evento. Aos meus olhos foi uma das maiores apresentações do bodyboard já vista.
Pela primeira vez no ano o evento teve 4 rounds, o que tornou o título mais disputado. As ondas tinham tubos perfeitos de 4 a 6 pés e rampas de vôo, vento terral e todos os atletas arrebentaram. O evento foi vencido pelo australiano Sean Virtue.
A exemplo de todas as etapas, tanto Mentawaii, quanto Cloud 9 produziram imagens incríveis e junto com o evento de Pipeline formaram o último filme do Super Tour 2002.

Pipeline, Hawaii – Janeiro 2003
O evento de Pipeline foi outro em que as ondas vieram no final da espera e vivemos momentos de tensão. O Pipeline Master de bodyboard acontece desde 1983 e quase foi embargado pela prefeitura.
Bob Thomas, Mike Stewart, Alistair Taylor e Jeff Hubbard, encabeçaram o protesto que levou vários bodyboarders até o escritório do prefeito para deixar a comunidade havaiana a par da questão.
A situação se resolveu com a liberação da prova. O Rockstar Games Pipeline Pro rolou com ondas de 6 a 10 pés perfeitos. O campeonato rolou em dois rounds. Jeff Hubbard ganhou o evento e Guilherme Tâmega conquistou seu sexto título mundial.

Pipeline é com certeza o evento com mais prestígio do tour. O campeonato teve cobertura ampla da mídia. Jornais e rádios do Hawaii, sites na internet de todo o mundo. Além das imagens que serão incluídas no vídeo de Mentawaii, com previsão de lançamento para abril de 2003.
Atletas confirmados no Super Tour 2003:
Guilherme Tâmega – Brasil
Andrew Lester – Austrália
Sean Virtue – Austrália
Jeff Hubbard – Hawaii
Beau Day – Austrália
Ben Player – Austrália
Alistair Taylor – Africa do Sul
Andre Botha – Africa do Sul
Damian King – Austrália
Ryan Hardy – Austrália

Jason Hazle – Austrália
Kelley Hunt – Austrália
Grahame Miller – Austrália
Toby Player – Austrália
Mike Stewart – Hawaii
Tyson William – Austrália
NIcolas Capdeville – França
Cedric Dufaure – França
David Winchester – Austrália
Ben Holland – Austrália
Mitch Rawlings – Austrália
Alberto Colucci – Venezuela
Josh Kirkman – Austrália
Paulo Barcellos – Brasil
Etapas confirmadas em 2003:
25 de maio a 3 de junho de 2003
Human Teahupoo Challenge

15 de junho a 24 de julho de 2003
Human Shark Island Challenge
1 a 13 de agosto de 2003
Rio Bodyboarding Challenge
Setembro / outubro
Cloud 9 Challenge
Janeiro de 2004
The Pipeline Pro
Etapas a serem confirmadas:
Marrocos, Portugal (super tubos), Ilhas Mentawaii, Africa do Sul (Cape Town) e Puerto Escondido.